09-10-2007, 07:54 PM
Quatro operadores durante o dia e dois de noite passam a centralizar todas as chamadas de emergência do distrito de Setúbal. O Centro Municipal de Operações de Socorro será também responsável pela distribuição dos meios, ao dispor das corporações de bombeiros, O objectivo é utilizá-los mais rápida e eficientemente, a benefício da população .
O novo organismo, instalado no quartel dos Sapadores de Setúbal, passa a receber todas as chamadas de emergência, sejam elas feitas para os Sapadores, os Voluntários ou a Protecção Civil, fazendo depois a gestão dos meios necessários para acudir à ocorrência. Os operadores - três sapadores e um voluntário, no período diurno, e dois sapadores durante a noite - têm à sua disposição um conjunto de ferramentas informáticas de apoio à decisão.
Para Eusébio Candeias, vereador do pelouro da Protecção Civil da Câmara de Setúbal, "mais do que um salto tecnológico", esta central representa um "salto de mentalidades em termos de desenvolvimento e organização". Contudo, frisa o autarca, não está em causa a fusão dos dois corpos de bombeiros, mas sim a "lógica de racionalização dos meios existentes e detidos por cada um deles".
A ideia é pioneira e agrada ao comandante da Autoridade Nacional de Protecção Civil, Gil Martins. "É uma central de despacho bem concebida que representa um primeiro passo na estratégia que já foi lançada, em termos nacionais, de articulação e coordenação de entidades, no sentido de rentabilizar os meios e de melhorar a qualidade do socorro".
Com o novo sistema integrado evita-se, por exemplo, a afectação de meios em excesso para a mesma ocorrência, por terem sido despachados por centrais independentes. Meios que, lembrou Eusébio Candeias, podem ser necessários num outro sinistro que ocorra em simultâneo.
O vereador frisou, no entanto, que "os meios técnicos disponíveis na central não são nem os ideais, nem os desejados, mas sim os possíveis". A Câmara de Setúbal está já a preparar uma candidatura para solicitar apoios comunitários à melhoria dessas condições técnicas da central.
O passo seguinte, adiantou o autarca, é a integração do sistema com os restantes agentes de Protecção Civil, nomeadamente com as forças de segurança, Parque Natural da Arrábida, Reserva Natural do Estuário do Sado, Emergência Médica, Cruz Vermelha, entre outros.
Fonte: Expresso
De facto centralizar as centrais de telecomunicações dos corpos de bombeiros (CB´s) numa única central de emergência em minha opinião é um passo qualitativo para um melhor atendimento e uma resposta mais rápida na prestação do socorro.
Uma central de emergência tem que ser assegurada ao longo das 24 horas do dia por uma equipa de profissionais qualificados com formação específica para efectuar o atendimento, triagem, selecção e envio dos meios de socorro.
Compete às centrais de emergência atender e avaliar no mais curto espaço de tempo os pedidos de socorro recebidos, com o objectivo de determinar os recursos necessários e adequados a cada caso. Para isso as centrais de emergência têm que dispôr de um conjunto de equipamentos na área das telecomunicações e informática que permitam coordenar e rentabilizar os meios humanos e recursos técnicos existentes.
Pois é, mas infelizmente a realidade das centrais de emergência dos CB´s em Portugal não é assim. Por norma e em geral as entidades detentoras dos CB´s, não criam as condições necessárias em termos de vencimentos, horários de trabalho nem facultam a formação necessária aos operadores das centrais, logo, o atendimento, triagem selecção e envio dos meios de socorro é praticado a um nível medíocre, ficando muito aquém do que se pretende na prestação de socorro, não dignificando em nada os BOMBEIROS PORTUGUESES.
O novo organismo, instalado no quartel dos Sapadores de Setúbal, passa a receber todas as chamadas de emergência, sejam elas feitas para os Sapadores, os Voluntários ou a Protecção Civil, fazendo depois a gestão dos meios necessários para acudir à ocorrência. Os operadores - três sapadores e um voluntário, no período diurno, e dois sapadores durante a noite - têm à sua disposição um conjunto de ferramentas informáticas de apoio à decisão.
Para Eusébio Candeias, vereador do pelouro da Protecção Civil da Câmara de Setúbal, "mais do que um salto tecnológico", esta central representa um "salto de mentalidades em termos de desenvolvimento e organização". Contudo, frisa o autarca, não está em causa a fusão dos dois corpos de bombeiros, mas sim a "lógica de racionalização dos meios existentes e detidos por cada um deles".
A ideia é pioneira e agrada ao comandante da Autoridade Nacional de Protecção Civil, Gil Martins. "É uma central de despacho bem concebida que representa um primeiro passo na estratégia que já foi lançada, em termos nacionais, de articulação e coordenação de entidades, no sentido de rentabilizar os meios e de melhorar a qualidade do socorro".
Com o novo sistema integrado evita-se, por exemplo, a afectação de meios em excesso para a mesma ocorrência, por terem sido despachados por centrais independentes. Meios que, lembrou Eusébio Candeias, podem ser necessários num outro sinistro que ocorra em simultâneo.
O vereador frisou, no entanto, que "os meios técnicos disponíveis na central não são nem os ideais, nem os desejados, mas sim os possíveis". A Câmara de Setúbal está já a preparar uma candidatura para solicitar apoios comunitários à melhoria dessas condições técnicas da central.
O passo seguinte, adiantou o autarca, é a integração do sistema com os restantes agentes de Protecção Civil, nomeadamente com as forças de segurança, Parque Natural da Arrábida, Reserva Natural do Estuário do Sado, Emergência Médica, Cruz Vermelha, entre outros.
Fonte: Expresso
De facto centralizar as centrais de telecomunicações dos corpos de bombeiros (CB´s) numa única central de emergência em minha opinião é um passo qualitativo para um melhor atendimento e uma resposta mais rápida na prestação do socorro.
Uma central de emergência tem que ser assegurada ao longo das 24 horas do dia por uma equipa de profissionais qualificados com formação específica para efectuar o atendimento, triagem, selecção e envio dos meios de socorro.
Compete às centrais de emergência atender e avaliar no mais curto espaço de tempo os pedidos de socorro recebidos, com o objectivo de determinar os recursos necessários e adequados a cada caso. Para isso as centrais de emergência têm que dispôr de um conjunto de equipamentos na área das telecomunicações e informática que permitam coordenar e rentabilizar os meios humanos e recursos técnicos existentes.
Pois é, mas infelizmente a realidade das centrais de emergência dos CB´s em Portugal não é assim. Por norma e em geral as entidades detentoras dos CB´s, não criam as condições necessárias em termos de vencimentos, horários de trabalho nem facultam a formação necessária aos operadores das centrais, logo, o atendimento, triagem selecção e envio dos meios de socorro é praticado a um nível medíocre, ficando muito aquém do que se pretende na prestação de socorro, não dignificando em nada os BOMBEIROS PORTUGUESES.