01-11-2007, 12:15 PM
Nem sempre quando nos dão razão, nós gostamos e, neste caso em concreto, não gostei. Não gostei porque o que está em causa são as pessoas e o socorro que lhes é devido.
Aqui atrasado, na nossa página publicámos um texto (com o mesmo titulo) no qual comentávamos o diferendo então existente e que, pelo que nos é dado a ver, ainda persiste, entre duas das Entidades responsáveis pela prestação de socorro de Saúde em Portugal: Bombeiros e INEM.
Congratulo-me com o facto da nossa preocupação ser coincidente com a do Ministro da Saúde (que tutela o INEM). Registamos com bastante agrado o apelo à calma que efectuou ontem, na inauguração da central do INEM em Coimbra. Trata-se de uma postura sempre louvável, quando estamos perante um conflito. Porém, este pedido de apaziguamento conduz-nos a uma série de questões:
- Para existir um conflito são necessárias, no mínimo, duas partes. O Sr. Ministro reconhece que existe um litígio ao solicitar aos Bombeiros para repensarem a sua posição. Porém, não fez referência ao outro beligerante: o INEM, porquê? Essa Entidade é imaculada neste processo?
- Se reconhecem a existência do conflito, porquê só agora uma tomada de posição pública quando a disputa por protagonismo se arrasta há tanto tempo?
- Se são duas as Entidades intervenientes, porque não são os dois Ministros: Saúde e Administração Interna a vir a público solicitar contenção a ambas as partes?
Quem ouvir ou ler as declarações do Sr. Ministro da Saúde, sobre este tema e não estiver bem informado, fica com a impressão de que os Bombeiros são os únicos “maus da fita”. Não é verdade! Como a seu tempo comentámos, no nosso entender, ambas as Instituições possuem “culpas no cartório”.
Embora não concordemos com a forma, consideramos importante o objectivo do Ministro. Contudo, conhecendo as Entidades em questão, não creio que os Bombeiros, e com alguma legitimidade, não venham a terreiro perguntar: - Nós!? Então cadê os outros? São uns “santinhos”?
É minha convicção é que voltaremos a este tema.
Aqui atrasado, na nossa página publicámos um texto (com o mesmo titulo) no qual comentávamos o diferendo então existente e que, pelo que nos é dado a ver, ainda persiste, entre duas das Entidades responsáveis pela prestação de socorro de Saúde em Portugal: Bombeiros e INEM.
Congratulo-me com o facto da nossa preocupação ser coincidente com a do Ministro da Saúde (que tutela o INEM). Registamos com bastante agrado o apelo à calma que efectuou ontem, na inauguração da central do INEM em Coimbra. Trata-se de uma postura sempre louvável, quando estamos perante um conflito. Porém, este pedido de apaziguamento conduz-nos a uma série de questões:
- Para existir um conflito são necessárias, no mínimo, duas partes. O Sr. Ministro reconhece que existe um litígio ao solicitar aos Bombeiros para repensarem a sua posição. Porém, não fez referência ao outro beligerante: o INEM, porquê? Essa Entidade é imaculada neste processo?
- Se reconhecem a existência do conflito, porquê só agora uma tomada de posição pública quando a disputa por protagonismo se arrasta há tanto tempo?
- Se são duas as Entidades intervenientes, porque não são os dois Ministros: Saúde e Administração Interna a vir a público solicitar contenção a ambas as partes?
Quem ouvir ou ler as declarações do Sr. Ministro da Saúde, sobre este tema e não estiver bem informado, fica com a impressão de que os Bombeiros são os únicos “maus da fita”. Não é verdade! Como a seu tempo comentámos, no nosso entender, ambas as Instituições possuem “culpas no cartório”.
Embora não concordemos com a forma, consideramos importante o objectivo do Ministro. Contudo, conhecendo as Entidades em questão, não creio que os Bombeiros, e com alguma legitimidade, não venham a terreiro perguntar: - Nós!? Então cadê os outros? São uns “santinhos”?
É minha convicção é que voltaremos a este tema.