Versão Completa: "Gerir a Segurança” - Pensar/Colocar em Causa
Está de momento a ver uma versão reduzida do nosso conteúdo. Ver versão completa com formato original.
Confesso que nos anos em que fiz parte de um Grupo de Trabalho, cuja missão era Gerir a Segurança a minha pesquisa de novos métodos e conceitos era mais reactiva do que proactiva.

Hoje, afastado dessas funções e porque tenho dedicado o meu tempo à pesquisa e à assimilação de conhecimentos sobre a temática, estou convicto do quanto é necessário “Pensar a Segurança” quando a nossa missão é “Gerir a Segurança”.

O factor experiência, que nos é fornecido pelo dia-a-dia, não é suficiente, para que estejamos amplamente preparados para “Gerir a Segurança”. Inegavelmente, fornece-se-nos conhecimentos e prepara-nos para reagir rapidamente às situações que ocorrem, mas prevalece a questão: cumprimos a missão da forma mais adequada? Creio que apenas a experiência adquirida, ou só a formação teórica pontual, não são suficientes para a persecução desse objectivo!

É muito importante que quem tem a responsabilidade de “Gerir a Segurança” coloque, permanentemente, em causa os sistemas e métodos adoptados, procurando novos conceitos. Só assim estaremos preparados para enfrentar as novas e inesperadas situações.

Nesta profissão, amiúde se ouve a frase:...sempre se fez assim! Ainda que não concordemos com ela, aceitamos que essa seja utilizada por alguns elementos da Componente Humana do Modelo de Segurança; nunca deverá é ser proferida por aqueles que têm a responsabilidade de “Gerir a Segurança”. Esses profissionais devem ter como princípio, para o progresso, colocar permanentemente todos os processos adoptados em causa.

Só dessa forma poderão ser atingidos níveis de operacionalidade adequados para fazer face aos Factores de Insegurança das instalações à sua responsabilidade e aos que são intrínsecos à actividade da Organização de que fazem parte.

Infelizmente, no nosso País, são raros os encontros entre elementos cuja missão é “Gerir a Segurança”. Em certas ocasiões são frequentes encontros entre Técnicos de nível superior, aqueles cuja missão é auxiliar os “Donos da Organização” na definição da Politica de Segurança e, posteriormente, seleccionar e adoptar o mais adequado Modelo de Segurança; todavia, os encontros ao nível de técnicos da “Gestão da Segurança” são quase inexistentes.

Quantos são os elementos que sem preparação ou/e experiência, a pretexto de gostarem da temática da segurança, ou meramente por razões de gestão de Recursos são “empurrados” para a “Gestão da Segurança”? Quantos, para respeitar a Lei vigente, com um simples curso de formação sobre o tema e sem quaisquer antecedentes no sector se transformam em Especialistas ou em Técnicos de Segurança.

São depois estes elementos com preparação desadequada que têm a responsabilidade nas Organizações de contratar e gerir os serviços fundamentais para que o Modelo de Segurança adoptado funcione.

A realidade, em muitas situações, podia ser melhorada se fosse dada a oportunidade aos Gestores da Segurança de trocar opiniões/experiências com outros profissionais com a mesma função ou mesmo que lhe fosse disponibilizado tempo para se informarem acerca dos novos conceitos e opiniões.

Este texto é o prólogo de um conjunto sobre a “Gestão de Segurança” que iniciamos, este mês nas Opiniões do Autor.

Nos próximos artigos abordaremos o tema da contratação de serviços.
URL's de Referência