Versão Completa: Polícias a guardar Tribunais - Editorial de NOV2007
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De acordo com o que li na Imprensa, os nossos Tribunais não dispõem – fora do horário de funcionamento – de condições de segurança, nomeadamente na protecção dos riscos associados a segurança na vertente security (como nunca ouvi queixas, suponho que estejam protegidos quando aos riscos associados à vertente safety).
Da mesma forma, tomei conhecimento que recentemente os Srs. Ministros da Administração Interna e Justiça, para resolver este problema, acordaram garantir a segurança dos tribunais com o recurso às Polícias.
Não quis acreditar!? Não é possível que estes Senhores Ministros não saibam:
- Que faltam de Polícias nas ruas;
- Que existem Modelos de Segurança compostos de sistemas de alarme de intrusão, CFTV, cofres de alta segurança, adequados a diversos tipos de instalações e que podem ser operados monitorizados centralmente;
- Que existem Empresas de Segurança Privada (que têm as competências para desempenhar as tarefas para as quais eles querem colocar os Polícias nos Tribunais).
Caso não saibam, então aceitem as minhas sugestões:
- Criem um Modelo de Segurança base para os Tribunais em geral e adaptem-no às especificidades de cada Edifício;
- Centralizem a operação e monitorização dos sistemas num só local; operado por um reduzido número de Agentes que quando for necessário desencadearão os meios para onde, e de acordo com a ocorrência.
Quanto aos custos: a instalação de Modelos de Segurança adequados, ainda que com um investimento inicial superior, ficará, a médio e longo prazo, garantidamente mais económico que o recurso continuado a serviços “gratificados” de Agentes da Polícia.
Por favor, Senhores Ministros, não tirem mais Polícias das ruas.
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