14-11-2007, 07:46 PM
Introdução
A palavra Ameaça – Dic.: Gesto ou atitude que dá a entender a alguém que se lhe quer fazer mal – começou a fazer parte mais regularmente do nosso vocabulário após o 11 de Setembro de 2001, dia que ficou conhecido como: “o dia que mudou o mundo”. O facto é que diariamente todos somos alvo de diversas ameaças e estamos expostos a uma imensa variedade de factores de insegurança. Individualmente, interpretamos e reagimos à ameaça de uma forma instintiva. Essa reacção está associada à capacidade de sobrevivência humana. Logo, na maioria dos casos, a análise do Nível de Ameaça é bem efectuada e leva-nos a reagir adequadamente ao factor de insegurança em presença. A dificuldade surge quando a nossa missão é avaliar a ameaça perpetrada a outras pessoas ou a bens alheios. Encontramos, com alguma facilidade, informação sobre factores de insegurança, a forma de os prevenir e combater; porém, muito dificilmente encontramos algo que nos elucide cabalmente de como avaliar o nível da ameaça. A missão de avaliar a ameaça coloca sempre uma dúvida: Qual a sua veracidade e nível? Em alguns casos, quem tem o encargo de avaliar o nível da ameaça não teve contacto com o ameaçador, esta situação potencia a probabilidade da informação já se encontrar deteriorada o que dificulta a sua análise. Objectivo Este documento foi elaborado com o objectivo de auxiliar quem, perante uma ameaça, tem de decidir e tomar as decisões: O que fazer? Quando fazer? Como fazer? Desenvolvimento A análise das: motivação, oportunidade e meios, pode ser complementada com as análises do Ciclo de Produção da Informação: confiança da fonte, conteúdo da mensagem e veracidade.
Motivação = (Fonte + Porquê?)
p.e.: O interlocutor tem pronúncia identificável e aponta como motivação uma causa conhecida e/ou definida?
Oportunidade = (Quando? + Onde?)
p.e.: A hora referida para o início da acção é de muito movimento. O local está referenciado como acessível
Os Meios = (Veracidade + Como?)
p.e.: O interlocutor faz referência a pormenores de acontecimentos anteriores do mesmo género e dá indicações de como procedeu para atingir o seu objectivo
- Confiança da fonte: Confiança absoluta; Habitualmente de Confiança; Sem confiança; Não pode ser avaliada
- Conteúdo: O que aconteceu? Quando Aconteceu? Onde Aconteceu? Como Aconteceu? Porque Aconteceu? - Veracidade: Verdadeira; Provavelmente Verdadeira; Possivelmente Verdadeira; A verdade não pode ser avaliada Credibilidade Tendo como exemplo uma ameaça de bomba e o meio de comunicação escolhido para a efectuar o telefone. O resultado da avaliação consegue enquadrar a ameaça na seguinte escala.
A
Certa
p.e. O Interlocutor exprime-se numa língua estrangeira, tem uma pronuncia identificável; aponta como motivação um acontecimento que não oferece dúvidas quanto à sua existência. Informa que colocou a bomba num local acessível. Fornece uma hora certa para a deflagração e referencia que nos vai acontecer o mesmo que em anteriores actos ocorridos dos quais temos conhecimento.
B
Altamente provável
p.e. O Interlocutor tem uma pronuncia identificável aponta como motivação um acontecimento que não oferece dúvidas quanto à sua existência, informa que colocou a bomba num local acessível, não fornece informação quanto à hora da deflagração e referencia actos que desconhecemos e/ou que vão acontecer em simultâneo
C
Relativamente Provável
p.e. O interlocutor fala correctamente Português não tem qualquer pronuncia e apela a uma causa estrangeira conhecida. Informa ter colocado o engenho num local de acesso controlado e desliga abruptamente;
D
Improvável
O interlocutor não tem qualquer pronúncia, fala correctamente Português, apela à causa estrangeira conhecida diz ter colocado o engenho num local altamente controlado, ouvem-se risos por detrás, no decorrer da chamada conversa com terceiros e desliga abruptamente;
E
Desconhecida
p.e.: A ameaça chega por escrito ou através de terceiros dos quais não conseguimos avaliar a credibilidade ou esta é duvidosa.
Em resumo, o Nível da Ameaça corresponde aos níveis recolhidos no decorrer das análises anteriormente descritas.
GRAVIDADE
O grau que atribuímos ao Nível da Ameaça fornece indicadores quanto à gravidade do impacto nas pessoas e bens e poderá responder à questões: O que fazer? Quando fazer? Como fazer?
1
Sem importância
2
Grave
3
Muito Grave
4
Fatal
Efectuadas as análises anteriores estamos em crer que a decisão tomada será, na grande maioria dos casos, de acordo com o nível de ameaça. Devemos ter presente que o compromisso da Segurança é, em primeiro lugar, para com as pessoas e só depois para com os bens. Neste contexto, é importante equacionarmos a evacuação da instalação alvo. Coloca-se sempre a questão quando iniciar a evacuação? Antes de iniciar eventuais buscas? Só depois de encontrar algo suspeito? Não é uma decisão fácil!
A palavra Ameaça – Dic.: Gesto ou atitude que dá a entender a alguém que se lhe quer fazer mal – começou a fazer parte mais regularmente do nosso vocabulário após o 11 de Setembro de 2001, dia que ficou conhecido como: “o dia que mudou o mundo”. O facto é que diariamente todos somos alvo de diversas ameaças e estamos expostos a uma imensa variedade de factores de insegurança. Individualmente, interpretamos e reagimos à ameaça de uma forma instintiva. Essa reacção está associada à capacidade de sobrevivência humana. Logo, na maioria dos casos, a análise do Nível de Ameaça é bem efectuada e leva-nos a reagir adequadamente ao factor de insegurança em presença. A dificuldade surge quando a nossa missão é avaliar a ameaça perpetrada a outras pessoas ou a bens alheios. Encontramos, com alguma facilidade, informação sobre factores de insegurança, a forma de os prevenir e combater; porém, muito dificilmente encontramos algo que nos elucide cabalmente de como avaliar o nível da ameaça. A missão de avaliar a ameaça coloca sempre uma dúvida: Qual a sua veracidade e nível? Em alguns casos, quem tem o encargo de avaliar o nível da ameaça não teve contacto com o ameaçador, esta situação potencia a probabilidade da informação já se encontrar deteriorada o que dificulta a sua análise. Objectivo Este documento foi elaborado com o objectivo de auxiliar quem, perante uma ameaça, tem de decidir e tomar as decisões: O que fazer? Quando fazer? Como fazer? Desenvolvimento A análise das: motivação, oportunidade e meios, pode ser complementada com as análises do Ciclo de Produção da Informação: confiança da fonte, conteúdo da mensagem e veracidade.
Motivação = (Fonte + Porquê?)
p.e.: O interlocutor tem pronúncia identificável e aponta como motivação uma causa conhecida e/ou definida?
Oportunidade = (Quando? + Onde?)
p.e.: A hora referida para o início da acção é de muito movimento. O local está referenciado como acessível
Os Meios = (Veracidade + Como?)
p.e.: O interlocutor faz referência a pormenores de acontecimentos anteriores do mesmo género e dá indicações de como procedeu para atingir o seu objectivo
- Confiança da fonte: Confiança absoluta; Habitualmente de Confiança; Sem confiança; Não pode ser avaliada
- Conteúdo: O que aconteceu? Quando Aconteceu? Onde Aconteceu? Como Aconteceu? Porque Aconteceu? - Veracidade: Verdadeira; Provavelmente Verdadeira; Possivelmente Verdadeira; A verdade não pode ser avaliada Credibilidade Tendo como exemplo uma ameaça de bomba e o meio de comunicação escolhido para a efectuar o telefone. O resultado da avaliação consegue enquadrar a ameaça na seguinte escala.
A
Certa
p.e. O Interlocutor exprime-se numa língua estrangeira, tem uma pronuncia identificável; aponta como motivação um acontecimento que não oferece dúvidas quanto à sua existência. Informa que colocou a bomba num local acessível. Fornece uma hora certa para a deflagração e referencia que nos vai acontecer o mesmo que em anteriores actos ocorridos dos quais temos conhecimento.
B
Altamente provável
p.e. O Interlocutor tem uma pronuncia identificável aponta como motivação um acontecimento que não oferece dúvidas quanto à sua existência, informa que colocou a bomba num local acessível, não fornece informação quanto à hora da deflagração e referencia actos que desconhecemos e/ou que vão acontecer em simultâneo
C
Relativamente Provável
p.e. O interlocutor fala correctamente Português não tem qualquer pronuncia e apela a uma causa estrangeira conhecida. Informa ter colocado o engenho num local de acesso controlado e desliga abruptamente;
D
Improvável
O interlocutor não tem qualquer pronúncia, fala correctamente Português, apela à causa estrangeira conhecida diz ter colocado o engenho num local altamente controlado, ouvem-se risos por detrás, no decorrer da chamada conversa com terceiros e desliga abruptamente;
E
Desconhecida
p.e.: A ameaça chega por escrito ou através de terceiros dos quais não conseguimos avaliar a credibilidade ou esta é duvidosa.
Em resumo, o Nível da Ameaça corresponde aos níveis recolhidos no decorrer das análises anteriormente descritas.
GRAVIDADE
O grau que atribuímos ao Nível da Ameaça fornece indicadores quanto à gravidade do impacto nas pessoas e bens e poderá responder à questões: O que fazer? Quando fazer? Como fazer?
1
Sem importância
2
Grave
3
Muito Grave
4
Fatal
Efectuadas as análises anteriores estamos em crer que a decisão tomada será, na grande maioria dos casos, de acordo com o nível de ameaça. Devemos ter presente que o compromisso da Segurança é, em primeiro lugar, para com as pessoas e só depois para com os bens. Neste contexto, é importante equacionarmos a evacuação da instalação alvo. Coloca-se sempre a questão quando iniciar a evacuação? Antes de iniciar eventuais buscas? Só depois de encontrar algo suspeito? Não é uma decisão fácil!