12-12-2007, 11:00 PM
O nosso Convidado de Dezembro de 2007 é o meu amigo Dr. António Perna, Economista que exerce a sua actividade na área da Gestão da Promoção Imobiliária. Tem 44 anos de idade, reside em Lisboa, é Casado tem uma Filha. O seu hobby principal é ser Voluntário dos Bombeiros, (não confundir com Bombeiro Voluntário).
Caros Amigos,
Certo dia numa rua de Lisboa com nome de poeta, um amigo, ao jantar, falava-me de segurança, de protecção de dados e de outras coisas que a ele muito dizem e a mim, ainda pouco, talvez porque «segurança» a tudo e a todos diz respeito e, eis que ele me nomeia voluntário para escrever algo sobre «Bombeiros»- O Júlio.
Em virtude de ser um ex-presidente de uma Associação de Bombeiros Voluntários tenho alguma legitimidade para escrever algo, que embora seja uma mera opinião pessoal, deverá encontrar e fazer eco em muitas pessoas que directa e indirectamente estão ligados àquelas mulheres e homens que só são lembrados em circunstâncias trágicas, tais como incêndios, acidentes, catástrofes e outros substantivos carregados de adjectivação negativa.
O artigo em questão deverá ser introdutório face a outros, independentemente de quem os escreva e, assim sendo, para primeiro tema irei lançar «umas biscas» sobre dois pontos de vista de análise: o primeiro sobre o Sistema Global que rege as Associações de Bombeiros, sobretudo mistos (voluntários e assalariados); o segundo, uma análise interna sobre os Corpos de Bombeiros, vistos de «dentro para fora»
Com a Legislação recentemente aprovada os vários Órgãos Sociais e Gerentes destas Associações passaram a ter verdadeiras responsabilidades (de várias naturezas) para com o estado, autarquias, sociedade civil, associados, etc; contudo, poucos Presidentes de Direcção e Comandantes perceberam que a médio prazo deixaremos de ter Bombeiros Voluntários para socorrer bens e pessoas. No Congresso da Liga em Torres Novas vi quase toda a minha gente satisfeita com o seu desfecho; confesso, que nas palavras do Dr. Duarte Caldeira e Padre Melícias vi e ouvi aquilo que é o fim do associativismo e do gosto pela missão que incorpora um ser humano que é Bombeiro Voluntário. Um abraço ao companheiro Jaime Soares que, tal como eu, vamos uns Km’s à frente na visão estratégica da política para o sector em causa.
Para hoje, estou mais interessado em lançar á discussão aquilo que cada um dentro da sua Associação (segundo ponto de análise) pode e deve fazer para que no futuro tenham o seu Corpo de Bombeiros a respirar saúde. Umas dicas:
1. Será que os elementos de Comando têm formação específica em liderança, psicosociologia das Organizações, Psicologia, Gestão de conflitos, etc?
2. Será que só percebem de fogos urbanos, florestais, desencarceramentos, matérias perigosas e de outras áreas técnicas?
3. Que competências devem ter os elementos de Comando para que tenhamos uma equipa de Bombeiros a funcionar em pleno?
4. Será que a ENB tem consciência destas necessidades ou, ao invés, preferem continuar a ignorar temas fundamentais no relacionamento inter e intra-humano.
5. Será que estas matérias são irrelevantes porque existem um conjunto de formadores que «vivem» do sistema?
Caros amigos como poderão verificar, para primeiro tema, lança-se à discussão as características psicológicas e funcionais do Órgão fundamental numa Associação de Bombeiros Voluntários- O Comando, ou se quiserem os elementos de Comando.
Daquilo que conheço e que me é dado a conhecer os «Bombeiros Voluntários» estão, salvo algumas excepções, mal servidos de LÍDERES, ao ponto de, recentemente vir num jornal matutino, diário e de grande expansão nótícias de que num jogo de futebol as duas equipas envolveram-se em agressões. Phonix!!
Caso entendam que o vosso Comando é «fraquinho» neste capítulo, pergunta-se onde estão os bons?
Pois é meus caros, nós Bombeiros, com e/ou sem farda ou, inclusivamente, pessoas que gostam da causa e da sua missão, sempre foram vistos como burrinhos e que nunca serviram para mais nada e daí, a saída para Bombeiros.
Quando nasce num Corpo de Bombeiros um Bombeiro de 3ª, 2ª, 1ª, sub-chefe ou chefe com ideias válidas e com espírito de líder ou manifesta alguma ambição em progredir na carreira é «fuzilado» uma vez que não deixa de ser uma sombra a outros que têm «cultura de poder», ou seja, lá chegaram e de lá permanecem.
Em suma, para primeiro tema de discussão sugiro uma reflexão sobre que «Comando» deveremos ter no futuro que é incerto, competitivo, dúbio e, fruto dos ciclos políticos, desconhecido.
Outros temas importantes deveremos discutir, tais como, Formação, o papel dos Órgãos Sociais, Impacto da nova legislação, Viabilidade económico-financeira das Associações, etc. E desde já aceitam-se críticas, sobretudo construtivas, que possibilitem o nosso enriquecimento pessoal acerca destes assuntos.
A todos um Bem Haja e,
Saudações Natalícias
António Perna
Caros Amigos,
Certo dia numa rua de Lisboa com nome de poeta, um amigo, ao jantar, falava-me de segurança, de protecção de dados e de outras coisas que a ele muito dizem e a mim, ainda pouco, talvez porque «segurança» a tudo e a todos diz respeito e, eis que ele me nomeia voluntário para escrever algo sobre «Bombeiros»- O Júlio.
Em virtude de ser um ex-presidente de uma Associação de Bombeiros Voluntários tenho alguma legitimidade para escrever algo, que embora seja uma mera opinião pessoal, deverá encontrar e fazer eco em muitas pessoas que directa e indirectamente estão ligados àquelas mulheres e homens que só são lembrados em circunstâncias trágicas, tais como incêndios, acidentes, catástrofes e outros substantivos carregados de adjectivação negativa.
O artigo em questão deverá ser introdutório face a outros, independentemente de quem os escreva e, assim sendo, para primeiro tema irei lançar «umas biscas» sobre dois pontos de vista de análise: o primeiro sobre o Sistema Global que rege as Associações de Bombeiros, sobretudo mistos (voluntários e assalariados); o segundo, uma análise interna sobre os Corpos de Bombeiros, vistos de «dentro para fora»
Com a Legislação recentemente aprovada os vários Órgãos Sociais e Gerentes destas Associações passaram a ter verdadeiras responsabilidades (de várias naturezas) para com o estado, autarquias, sociedade civil, associados, etc; contudo, poucos Presidentes de Direcção e Comandantes perceberam que a médio prazo deixaremos de ter Bombeiros Voluntários para socorrer bens e pessoas. No Congresso da Liga em Torres Novas vi quase toda a minha gente satisfeita com o seu desfecho; confesso, que nas palavras do Dr. Duarte Caldeira e Padre Melícias vi e ouvi aquilo que é o fim do associativismo e do gosto pela missão que incorpora um ser humano que é Bombeiro Voluntário. Um abraço ao companheiro Jaime Soares que, tal como eu, vamos uns Km’s à frente na visão estratégica da política para o sector em causa.
Para hoje, estou mais interessado em lançar á discussão aquilo que cada um dentro da sua Associação (segundo ponto de análise) pode e deve fazer para que no futuro tenham o seu Corpo de Bombeiros a respirar saúde. Umas dicas:
1. Será que os elementos de Comando têm formação específica em liderança, psicosociologia das Organizações, Psicologia, Gestão de conflitos, etc?
2. Será que só percebem de fogos urbanos, florestais, desencarceramentos, matérias perigosas e de outras áreas técnicas?
3. Que competências devem ter os elementos de Comando para que tenhamos uma equipa de Bombeiros a funcionar em pleno?
4. Será que a ENB tem consciência destas necessidades ou, ao invés, preferem continuar a ignorar temas fundamentais no relacionamento inter e intra-humano.
5. Será que estas matérias são irrelevantes porque existem um conjunto de formadores que «vivem» do sistema?
Caros amigos como poderão verificar, para primeiro tema, lança-se à discussão as características psicológicas e funcionais do Órgão fundamental numa Associação de Bombeiros Voluntários- O Comando, ou se quiserem os elementos de Comando.
Daquilo que conheço e que me é dado a conhecer os «Bombeiros Voluntários» estão, salvo algumas excepções, mal servidos de LÍDERES, ao ponto de, recentemente vir num jornal matutino, diário e de grande expansão nótícias de que num jogo de futebol as duas equipas envolveram-se em agressões. Phonix!!
Caso entendam que o vosso Comando é «fraquinho» neste capítulo, pergunta-se onde estão os bons?
Pois é meus caros, nós Bombeiros, com e/ou sem farda ou, inclusivamente, pessoas que gostam da causa e da sua missão, sempre foram vistos como burrinhos e que nunca serviram para mais nada e daí, a saída para Bombeiros.
Quando nasce num Corpo de Bombeiros um Bombeiro de 3ª, 2ª, 1ª, sub-chefe ou chefe com ideias válidas e com espírito de líder ou manifesta alguma ambição em progredir na carreira é «fuzilado» uma vez que não deixa de ser uma sombra a outros que têm «cultura de poder», ou seja, lá chegaram e de lá permanecem.
Em suma, para primeiro tema de discussão sugiro uma reflexão sobre que «Comando» deveremos ter no futuro que é incerto, competitivo, dúbio e, fruto dos ciclos políticos, desconhecido.
Outros temas importantes deveremos discutir, tais como, Formação, o papel dos Órgãos Sociais, Impacto da nova legislação, Viabilidade económico-financeira das Associações, etc. E desde já aceitam-se críticas, sobretudo construtivas, que possibilitem o nosso enriquecimento pessoal acerca destes assuntos.
A todos um Bem Haja e,
Saudações Natalícias
António Perna