21-04-2008, 11:25 AM
Este mês interrompemos os nossos artigos sobre “Gerir a Segurança”, que retomaremos no próximo mês, para nos debruçarmos sobre os factores de insegurança associados à utilização das tecnologias de informação e comunicação.
As TIC são hoje uma realidade na vida das nossas crianças, fazendo parte inclusive dos currículos escolares. Desde muito cedo os nossos jovens têm acesso a uma grande diversidade de gadgets, TV, jogos, computador, ipods e telemóveis.
Todos estes equipamentos aumentaram os factores de insegurança a que as crianças estão sujeitas. A evolução, nesta matéria, é tão rápida que nem sempre os pais – também ocupados com as suas carreiras profissionais – têm disponibilidade para actualizar a sua informação quanto a esses perigos.
A rubrica desta edição não tem por objectivo aconselhar quanto a procedimentos a adoptar, mas antes em descrever algumas análises que auxiliem e alertem os pais para alguns factores que, pelas mais variadas razões, ainda não tenham constatado. No final, são apresentadas ligações a sites sobre a temática, que aconselhamos vivamente a visitar.
Observemos caso a caso alguns dos equipamentos mais utilizados e alguns dos factores de insegurança que lhe estão associados.
A televisão é garantidamente dos primeiros sistemas deste grupo a que as crianças têm acesso. Desde muito cedo que os progenitores se servem da TV como entretenimento dos seus descendentes.
No serviço de televisão por cabo estão disponíveis canais cujos conteúdos são especificamente dedicados às nossas crianças – e desde a sua tenra idade.
Ainda é discutível se a observação de comportamentos violentos desde muito cedo condiciona a formação das crianças; no nosso entender, ainda não se chegou a uma conclusão devido ao factor económico (as verbas envolvidas são muito elevadas). Recordamos o tempo em que nos desenhos animados predominavam as situações para rir e em que se assistia a demonstrações de afecto. Nos tempos que correm, esses conteúdos foram substituídos por imagens de violentos combates e expressões faciais de raiva que permanecem no ecrã alguns segundos para, eventualmente, serem bem assimilados.
Na mesma linha de violência vão também a maioria dos jogos de vídeo. Raras são as crianças que preferem os jogos de estratégia e/ou de pura distracção. Os preferidos são os de combate. Na maioria dos casos o utilizador é o representante do Bem que, após apurado treino, vence o Mal, mas nem sempre é assim. Embora existam condicionalismos e/ou proibições quanto à idade com que certos jogos devem ser jogados, o facto é que, pelas razões já anteriormente apresentadas (falta de tempo dos pais e verbas envolvidas), a segurança das crianças é, também, nestes casos, um factor secundário.
É corrente uma criança de 7 anos saber utilizar melhor o computador que o seu avô com pouco mais de 50. É um fenómeno associado à rapidez da evolução das TIC, em muito, superior à do Homem. Os computadores, além de também serem utilizados para jogar, são parceiros de estudo e de aquisição de conhecimentos por parte dos nossos infantes. Porém, este poderoso (e muito útil) meio, quando ligado à Internet – e só assim lhe é atribuído valor – esconde demasiados perigos, de entre os quais destacamos a possibilidade de acesso a páginas inadequadas à idade, ou o aproveitamento, por criminosos, da inocência dos seus interlocutores.
Presentemente, discute-se se as radiações dos telemóveis poderão, ou não, prejudicar os utilizadores. Enquanto não se chega a uma conclusão no que aos adultos diz respeito, alguns especialistas vão alertando para o facto de que a estrutura óssea de uma criança é menos densa e, a haver perigo por sujeição às radiações, as crianças estão muito mais expostas. Para além disso a violência associada à utilização deste equipamento é crescente. Quer de vítimas de furtos violentos para apropriação dos sempre modernos telemóveis; quer de reacções como as que assistimos recentemente numa escola no Porto. O telemóvel também tem um uso perverso. Vide o caso das adolescentes que agrediram outra até à exaustão apenas para que o filme realizado com o seu telemóvel fosse colocado na internet.
Outra realidade actual é a música portátil. Os phones são hoje companhia inseparável das crianças e adolescentes. Em muitos casos, para além da violência verbal utilizada nas canções é também o próprio volume de som que agride o sistema auditivo.
As TIC são o futuro; nelas está sustentada a evolução do mundo; mas também escondem demasiados e novos perigos para as nossas crianças; como progenitor, procure estar atento.
Sítios a visitar:
http://www.apsi.org.pt/;
http://www.pj.pt/htm/noticias/alerta_internet.htm; http://www.miudossegurosna.net/; http://www.minerva.uevora.pt/internet-segura/;
Também sugerimos uma pesquisa no GOOGLE por “Segurança Infantil”
As TIC são hoje uma realidade na vida das nossas crianças, fazendo parte inclusive dos currículos escolares. Desde muito cedo os nossos jovens têm acesso a uma grande diversidade de gadgets, TV, jogos, computador, ipods e telemóveis.
Todos estes equipamentos aumentaram os factores de insegurança a que as crianças estão sujeitas. A evolução, nesta matéria, é tão rápida que nem sempre os pais – também ocupados com as suas carreiras profissionais – têm disponibilidade para actualizar a sua informação quanto a esses perigos.
A rubrica desta edição não tem por objectivo aconselhar quanto a procedimentos a adoptar, mas antes em descrever algumas análises que auxiliem e alertem os pais para alguns factores que, pelas mais variadas razões, ainda não tenham constatado. No final, são apresentadas ligações a sites sobre a temática, que aconselhamos vivamente a visitar.
Observemos caso a caso alguns dos equipamentos mais utilizados e alguns dos factores de insegurança que lhe estão associados.
A televisão é garantidamente dos primeiros sistemas deste grupo a que as crianças têm acesso. Desde muito cedo que os progenitores se servem da TV como entretenimento dos seus descendentes.
No serviço de televisão por cabo estão disponíveis canais cujos conteúdos são especificamente dedicados às nossas crianças – e desde a sua tenra idade.
Ainda é discutível se a observação de comportamentos violentos desde muito cedo condiciona a formação das crianças; no nosso entender, ainda não se chegou a uma conclusão devido ao factor económico (as verbas envolvidas são muito elevadas). Recordamos o tempo em que nos desenhos animados predominavam as situações para rir e em que se assistia a demonstrações de afecto. Nos tempos que correm, esses conteúdos foram substituídos por imagens de violentos combates e expressões faciais de raiva que permanecem no ecrã alguns segundos para, eventualmente, serem bem assimilados.
Na mesma linha de violência vão também a maioria dos jogos de vídeo. Raras são as crianças que preferem os jogos de estratégia e/ou de pura distracção. Os preferidos são os de combate. Na maioria dos casos o utilizador é o representante do Bem que, após apurado treino, vence o Mal, mas nem sempre é assim. Embora existam condicionalismos e/ou proibições quanto à idade com que certos jogos devem ser jogados, o facto é que, pelas razões já anteriormente apresentadas (falta de tempo dos pais e verbas envolvidas), a segurança das crianças é, também, nestes casos, um factor secundário.
É corrente uma criança de 7 anos saber utilizar melhor o computador que o seu avô com pouco mais de 50. É um fenómeno associado à rapidez da evolução das TIC, em muito, superior à do Homem. Os computadores, além de também serem utilizados para jogar, são parceiros de estudo e de aquisição de conhecimentos por parte dos nossos infantes. Porém, este poderoso (e muito útil) meio, quando ligado à Internet – e só assim lhe é atribuído valor – esconde demasiados perigos, de entre os quais destacamos a possibilidade de acesso a páginas inadequadas à idade, ou o aproveitamento, por criminosos, da inocência dos seus interlocutores.
Presentemente, discute-se se as radiações dos telemóveis poderão, ou não, prejudicar os utilizadores. Enquanto não se chega a uma conclusão no que aos adultos diz respeito, alguns especialistas vão alertando para o facto de que a estrutura óssea de uma criança é menos densa e, a haver perigo por sujeição às radiações, as crianças estão muito mais expostas. Para além disso a violência associada à utilização deste equipamento é crescente. Quer de vítimas de furtos violentos para apropriação dos sempre modernos telemóveis; quer de reacções como as que assistimos recentemente numa escola no Porto. O telemóvel também tem um uso perverso. Vide o caso das adolescentes que agrediram outra até à exaustão apenas para que o filme realizado com o seu telemóvel fosse colocado na internet.
Outra realidade actual é a música portátil. Os phones são hoje companhia inseparável das crianças e adolescentes. Em muitos casos, para além da violência verbal utilizada nas canções é também o próprio volume de som que agride o sistema auditivo.
As TIC são o futuro; nelas está sustentada a evolução do mundo; mas também escondem demasiados e novos perigos para as nossas crianças; como progenitor, procure estar atento.
Sítios a visitar:
http://www.apsi.org.pt/;
http://www.pj.pt/htm/noticias/alerta_internet.htm; http://www.miudossegurosna.net/; http://www.minerva.uevora.pt/internet-segura/;
Também sugerimos uma pesquisa no GOOGLE por “Segurança Infantil”