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As nossas desculpas pelo facto de não se ter efectuado a edição de Maio. Essa falha ficou a dever-se a motivos de saúde, entretanto já ultrapassados. Aproveitamos para agradecer quer as mensagens de apoio, quer as preocupações com a demora demonstradas pelos nossos amigos e leitores.

Relatório de Segurança Interna de 2007
Foi, finalmente, tornado público o Relatório de Segurança Interna de 2007 (pode aceder a partir da nossa página)

A Segurança nas Praias
Aproxima-se mais uma época balnear e, como todos os anos, a noticia é a de que faltam nadadores salvadores.
A grande maioria do pessoal formado são jovens que estão em idade escolar e, neste período, ainda não estão disponíveis para desempenhar essas tarefas. Ora, ficam então os banhistas à mercê das ondas e dos testes e exames escolares.
Não que seja contra o facto destas tarefas serem desempenhadas por jovens; antes pelo contrário, é bom para eles, começam cedo a ter responsabilidades e a dinâmica associada à sua juventude é uma mais valia nesta missão, agora não podem é os responsáveis ficar impávidos e serenos à espera que os “putos” estejam livres da escola.
O Estado tem a responsabilidade da segurança dos seus cidadãos em toda a sua plenitude, logo, tem responsabilidades nesta questão.
No nosso entender existem alternativas quer para colmatar esta ausência inicial, quer para preencher vagas que ficam sempre por preencher.
Referimo-nos por exemplo aos cidadãos que são condenados à prestação de serviço cívico, alguns terão condições para desempenhar essas tarefas.
Existem também os militares da GNR que compõem os GIPS e como não poderia deixar de ser criar nos Corpos de Bombeiros do litoral equipas especiais, remuneradas, para desempenhar essas tarefas.
A questão, em minha opinião tem de ser alterada ao nível estratégico, devem deixar de ser os concessionários das praias a substituírem o estado nesta missão.
O Estado tem a obrigação de se organizar para proteger aqueles que no verão, e não só, procuram as nossas praias para gozarem os seus momentos de lazer. Não basta vender uma imagem de um país com muito sol e mar, mas que não dispõem, nesses locais, da segurança necessária.
“Há mar e mar há ir e voltar” esta não pode ser uma regra só para o utilizador também deve ser o lema de quem tem a responsabilidade da segurança de todos nós, no caso: o Estado.
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