Júlio Santos

Versão completa: Incêndios Florestais
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Pois é meus amigos, publicamente gostaria de dar os parabéns ao Júlio pelo Forum recentemente criado.

Relativamente ao assunto que vos faço chegar, gostava desde já pedir a todos os que nos visitem um comentário.

A decisão em falar-vos sobre Incêndios Florestais, deve-se ao facto de que no fim deste mês, cessa a fase mais importante do dispositivo de combate aos incêndios florestais do ano.
Em primeiro gostava de dar os meus sinceros parabéns, a todos os que contribuiram para o sucesso da época que agora termina, pois foi a época com menos área ardida dos ultimos anos. Bem sei que estão a pensar que, o tempo também ajudou em muito para este sucesso, pois é... mas só esse facto não retira o mérito, pois este ano houve muitas melhorias nos dispositivos de combate aos incêndios florestais e nos procedimentos adoptados. Garanto-vos que, para quem anda no terreno sentiu em muito essas mudanças, que infelizmente não poderei citá-las pois tornaria o meu texto demasiado extenso. Fico feliz de poder afirmar que este ano as televisões não abriram o noticiário com o tema "Portugal a Arder", como todos os anos acontece.
A todos os que contribuiram para o feito, "um bem hajam".
Olá Miguel, boas.
Concordo contigo, mas que também ainda falta muita coisa a fazer.
continua-se a vêr muitos locais com bastante "mato" à beira da estrada. assim como beatas de cigarro a voar vidros fora (ainda esta semana levei com uma na grelha do meu carro). Na minha opínião assim como também o dizes, já se começa a vêr muitos frutos, mas acho que este ano foi de sorte, Graças a deus...
Bem-vindo Miguel Silva e muito obrigado por enriqueceres este espaço. Concordo contigo quanto aos resultados. Contudo, ainda importa analisar alguns factores do ponto de vista estratégico que são dúbios:
1. Como é possível uma gestão integrada de meios sem um meio de comunicação integrado, falta muito para o SIRSP?
2. GIPS da GNR, como ficam? Foram parte da resolução deste flagelo? Como seria se esse factor profissional, com as mesmas condições e meios, transitasse para a alçada dos Bombeiros?
Para além das já desgastadas opiniões sobre a limpeza das matas, e ordenamento da floresta, as questões que te coloco são, de momento as que mais me deixam expectante em relação a como será para o ano que vem.
Caríssimo Júlio Santos,

Em relação ás duas questões pertinentes que coloca relativamente ao tópico inserido pelo Miguel Silva, aqui segue o meu parecer:

1. "Como é possível uma gestão integrada de meios sem um meio de comunicação integrado, falta muito para o SIRSP?" De facto em relação a este ponto pressuponho que se esteja a referir à comunicação entre os vários agentes da protecção civil que actuam no plano operacional do Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro (SIOPS) e se assim for a comunicação é sem dúvida um problema, pois sinceramente não sei em que "pé" se encontra este projecto do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP). Contudo o sistema de comunicações nos Bombeiros melhorou significativamente após um investimento em infra-estruturas e equipamentos por parte da tutela nas comunicações em banda alta.
2. "Os GIPS da GNR como ficam?" Em minha modesta opinião não ficavam de modo algum, pois à GNR cabe a incumbência de missões de segurança e policiamento para as quais os seus elementos foram treinados. "Foram parte da resolução deste flagelo?" A meu ver não, pois a actuação deste grupo sobre o fogo apenas se aplica nos primeiros 20 a 25 minutos e se não houver sucesso nessa intervenção os GIPS retiram e entram em acção os meios de combate a incêndios dos Bombeiros. Para quem não sabe a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) criou sob sua dependência directa este ano a Iª Companhia Especial de Bombeiros, também denominada de "Canarinhos" com um efectivo de 140 Bombeiros divididos em quatro grupos sediados nos distritos de Castelo Branco, Guarda, Santarém e Portalegre. Até 21 de Setembro de 2007, estão abertas candidaturas para o processo de selecção de mais 100 Bombeiros que constituirão a IIª Companhia Especial de Bombeiros, a sediar nos distritos de Évora, Beja e Setúbal. "As Companhias Especiais de Bombeiros, visam dotar o SIOPS de um efectivo minímo de elementos que, em disponibilidade permanente e com preparação adequada, possam responder de imediato, tanto em missões de carácter emergente de protecção e socorro, como em acções de prevenção e combate em cenários de incêndios, acidentes graves e catástrofes, em qualquer local no território nacional ou fora do país, sem prejuízo das missões inerentes a outros Agentes de Protecção Civil." "Como seria se esse factor profissional, com as mesmas condições e meios, transitasse para a alçada dos Bombeiros?" Sem dúvida nenhuma que se todo o equipamento e material que foi cedido ao GIPS fosse investido nos Bombeiros era uma mais valia, quanto mais não fosse apenas o equipamento de protecção individual (EPI) para o combate a incêndios florestais que tem um nivel de segurança elevado e é menos desgastante em termos de trabalho por ser mais leve bem como ajuda no combate ao stress térmico.
Pertenço a um Corpo de Bombeiros da Cidade de Lisboa razão pela qual não me vou alargar muito no tema dos incêndios florestais dado que a minha experiência / frequência de intervenção não mo permite.
No entanto gostaria de salientar que os Bombeiros só intervêm quando tudo a montante deles falha e em portugal falha redondamente, não obstante os bombeiros intervêm como o parente pobre do Sistema de Protecção e Socorro, deveria haver uma forma justa e igualitária para todos os agentes de Protecção Civil, não concebo o facto de o GIPS da GNR intervir em veículos novos, com equipamentos modernos e o meu Corpo de Bombeiros intervir com um veículo de 1976 isto não é viável nem operacional. Resumindo e concluindo: uns com tanto e outros com tão pouco...
Espero que a criação e actividade da Secretaria de Estado da Protecção Civil venha dar mais atenção e dedicar-se com mais tempo e vontade a estas questões que embora não pareca fazem a diferença entre a motivação e a qualidade dos serviços prestados.