Júlio Santos

Versão completa: A PSP e as polémicas
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A PSP anda nas bocas do mundo. Seja por causa dos carros que supostamente se destinavam à segurança da cimeira da NATO, seja por causa da passagem da competência da fiscalização do trânsito em Lisboa e Porto para as Policias Municipais.

As viaturas não fizeram falta nenhuma para a cimeira, é um facto. Estou certo que se houvesse necessidade de um meio desse género ter-se-ia recorrido às viaturas da GNR. Não acredito que a teimosia e o orgulho fossem ao ponto de não as usar se realmente fossem mesmo necessárias.

Para além das viaturas, a PSP pretendeu ou adquiriu (ainda não consegui perceber) equipamento electrónico de vigilância. A fazer fé no comunicado dos Oficiais da GNR este só pode ser utilizado com aval de um magistrado, assim levanta-se a questão: qual é a origem da dúvida dos Oficiais da GNR? Será que têm igual e utilizam-no à revelia dos Magistrados e agora têm receio que a PSP faça o mesmo? Não têm equipamento desse, mas gostavam de ter e já tinham utilidade para ele à revelia dos Magistrados? Quem souber que responda.

No que respeita ao trânsito nas principais cidades do País, que me desculpem os profissionais da PSP, mas falharam redondamente, basta circular uma hora por qualquer das cidades e encontram-se para cima de 100 infracções de trânsito a grande maioria no estacionamento.
Um dia, tive oportunidade de estar na presença do 2.º comandante da PSP Trânsito de Lisboa, deixei-lhe uma sugestão para amenizar esse flagelo. Um investimento baixo quando comparado com o resultado e que potenciava, em muito o desempenho dos Agentes.

Bastava instalar em viaturas pequenas, só com um Agente, ou nas motorizadas, uma câmara com transmissão via rádio para uma central. À passagem da viatura policial, a infracção era fotografada e nesse dia, ou no dia seguinte, o condutor responsável tinha na sua posse a ordem de pagamento de uma multa que iria subindo consoante a reincidência. Resultava que em vez de um carro, a gasóleo, com dois elementos que muitas das vezes nem têm condições de parar, passava a um carro/ um agente e a prova era efectuada pela câmara em poucos segundos de paragem.

Seja porque motivo for, falta de meios, de ideias e/ou iniciativas, o facto é que a PSP falhou redondamente no que diz respeito ao trânsito nas grandes cidades. Porque não experimentar a Polícia Municipal? Afinal, nos casos de Lisboa e Porto, também são agentes da PSP. Sendo as edilidades principais interessadas em resolver o assunto, pode ser que haja uma melhoria nesta matéria.