Júlio Santos

Versão completa: A Guerra INEM/Bombeiros continua
Está de momento a ver uma versão reduzida do nosso conteúdo. Ver versão completa com o formato adequado.
Os Portugueses que ontem assistiram ao Jornal da Noite da SIC, por muito que custe, têm de ficar envergonhados.
Envergonhados, não só pelo facto mais evidente, ser possível alguém estar a aguardar 14 minutos que o CODU Centro Operacional de Doentes Urgentes, decida quem, quando e como avança o socorro para uma eventual paragem cardíaca, como também envergonhados:
- Pela forma displicente como um ser humano relata a eventual morte de outro, independentemente de ser da família. Este, infelizmente é o Portugal profundo, o mesmo que nos dá o bom chouriço o bom pão e o bom vinho, mas cujas relações pessoais, tal como nas cidades, são muito impessoais.
- Porque a operadora do IMEN, não sabe, ou não soube fazer uma correcta triagem. Esta Senhora deveria estar a fazer tudo menos ser Operadora do CODU. Para quem deve saber o que é atender emergências e fazer triagem pelo telefone, esta, dita, profissional, disso tem muito pouco. Falhou em todas as prerrogativas. Foi pouco profissional quando ao invés de ajudar quer quem precisou, quer quem podia ir em auxílio, opta por utilizar o sarcasmo e gozar com a situação. Foi pouco profissional ao permitir que se gravassem os seus comentários infelizes sobre a situação e sobre os seus interlocutores. Exige-se destes profissionais (porque são pagos e creio que recebem formação), muito mais do que aos Bombeiros, que por falta de coragem política e para alimentar alguns lobbys, ainda são, na maioria Voluntários.
- Porque na grande maioria dos Quartéis de Bombeiros os Operadores de Central, mesmo os frequentaram o curso da ENB, são meros e maus telefonistas. É um facto! Negá-lo é negar a realidade. Desafio quem não concordar com esta afirmação a ligar aleatoriamente para 100 Corporações de Bombeiros, aquela hora (04:00H) e verificar como é atendido. Seja porque são profissionais contratados pela Associação que gere o Corpo de Bombeiros e esta não dispões de verbas e/ou meios para enviar o elementos à formação, seja porque são Voluntários que ficam de noite na Central. O facto é que o atendimento que já de dia é deficiente, à noite é desastroso. Infelizmente, este não foi, nem é, um caso isolado.
- Porque os Comandos em detrimento de assumirem as suas deficiências e insuficiências tentam desculpar o indesculpável. Os Comandos de Bombeiros, apesar da actual Legislação ainda não estão todos à altura das situações com que são confrontados, especialmente as deste tipo; de visão Nacional e em que têm de defender o indefensável.
- Porque os Jornalistas “espremem” as situações, pelo seu ridículo, e só por isso, ao máximo. Não tenho dúvida que a situação é digna de notícia, entrevistas e de debate, agora alguém me diz o que se ganhou em divulgar a totalidade daqueles tristes diálogos?
- Porque o representante da Liga dos Bombeiros Portugueses nada mais sabe que as Corporações de Bombeiros cobrem a maior parte do território e tinham de ser parceiros de tudo e de todos. Confesso que estes “tenazes” defensores dos Bombeiros seja o dos Voluntários seja o dos Profissionais sempre que os oiço, me fico com sérias dúvidas quanto aos seus concretos objectivos. Este Senhor quando lhe foi dada a oportunidade de falar sobre este caso deveria ter dito algo do género: Pedimos desculpa pelo deficiente atendimento ocorrido nas duas Corporações de Bombeiros Voluntários, vamos rectificar a situação, dando formação aos operadores de central telefónica destas Corporações e outras que demonstrem as mesmas dificuldades. Como sabem, as Associações de Bombeiros debatem-se com dificuldades para contratar pessoal e os Voluntários são cada vez menos e mais velhos. Ficava muito melhor com estas afirmações do que com aquelas que fez a pedir reuniões e ambulâncias.
- Porque o representante do INEM pode ser um bom técnico, mas falta-lhe algo para estar à frente de uma Organização deste tipo. Como disse o Jornalista e muito bem, o INEM é, cada vez mais, o sustento da emergência no nosso País. Quer, na estabilização e transporte quer na primeira intervenção médica. Se o Senhor Ministro queria iniciar uma reforma na saúde deveria ter começado por assegurar que as populações ficavam bem servidas de transporte de emergência e assistência pré-hospitalar e aí o representante dos Bombeiros tinha razão esses são os que melhor podem prestar esse serviço, mas ATENÇÃO, de uma forma profissional. O representante do INEM, tal como o dos Bombeiros, nada mais fez que desculpar-se, não percebi com quem, mas soube aproveitar o deficiente conhecimento do nome das “coisas” da Jornalista (que confundiu VEMER com Ambulância de Suporte Básico de Vida) para deixar de responder a uma questão pertinente.
Porque gosto dos Bombeiros, porque sei o que é um Centro de Operações, porque pago imensos impostos, custou-me ver todo aquele “folclore”. Não havia necessidade! Bastava os responsáveis visitar amiúde os Quartéis de Bombeiros e analisarem, com rigor, as suas potencialidades, que são muitas e as suas dificuldades que também são muitas. Se houvesse acompanhamento por parte de quem de direito as coisas não chegavam aqui.
Continuo convicto que este tipo de problemas só se resolve com a centralização do socorro, seja de tipo for. A emergência tem de estar centralizada. Não esqueçam uma frase paradigmática desta minha afirmação dita pela operadora do CODU:…se quer a Autoridade, vai ter de ligar outra vez o 112…
Para quem não viu, veja em:http://videos.sapo.pt/roUEkknRTgsTAlmzSu5O
Júlio

Os meus parabéns pelos teus comentários acerca da notícia.
Os meus parabéns sobretudo pela coragem com que expões públicamente os teus pontos de vista. Nem toda a gente tem coragem para o fazer como tu o fizeste. Continua!
Um abraço

João Firmino
Caro Julio Santos, desde ja os meus Parabens pela forma que escreve esta Noticia, acrescentado mais um pouco ao que escreveu, isto aconteceu no interior do Pais, mas tambem pode acontecer nas grandes CIDADES, dou lhe o exemplo de um corpo de Bombeiros da Zona Operacional de Sintra que durante o dia de serviço Horario de 09H00 as 20H30 estiveram 2 elementos de serviço, que eram o Chefe de Serviço e o Motorista de Pesados e 3 funcionarios que eram o Operador de Central e a Equipa que guarnece a Viatura INEM, o que quer dizer que se houve um Incendio Urbano ou outra Situação emergente tinha que se " tocar a sirene" como foi dito pelo Operador do "BV Alijo".

Um Abraço
Bruno Soeiro
Boa tarde Companheiros
Queria dar-vos alguns tópicos por forma a tornar ainda mais complexo a análise da eficácia do socorro em Portugal, nomeadamente o pré-hospitalar, desempenhado quer pelo Inem, quer pelos Bombeiros.
1ª Questão- 95% dos Bombeiros não têm formação suficiente para prestar o mínimo de socorro dentro dos parâmetros actuais. É fácil chegar a esta conclusão: dividam o número de TAS actualizados pelo número de Bombeiros que há no país.
2ª Questão- 90% dos Comandantes não fazem serviços e como tal não conseguem desempenhar a função mais básica num Corpo de Bombeiros- Mandar, ou se quiserem Liderarem.
3ª Questão- 80% do pessoal do Inem (exceptuando médicos e enfermeiros) é recrutado nos Corpos de Bombeiros.
4ª Questão- O Dr. Duarte Caldeira está de saída dos Bombeiros, juntamente com o Padre Melícias (julga-se para as Mesiricórdias). Por outro lado, o ministro tb está de saída ou então, resolve de vez o problema porque fecha todos os hospitais de país e aí passamos a ter mais desempregados (médicos, efermeiros e outros) mas o país passa a ser excedentário, ou seja, matámos o deficit público. Magnífico.
5ª Questão- Para além de ser ex-presidente de uma Associação de Bombeiros, alguém que me esclareça como é possível ter pessoas numa central telefónica como aquelas que ouvimos em Alijó e Favaios?
6ª Questão- Viva o Moscatel de Favaios!!!!!!!!!!!!
Saudações a todos

Temos assistido a diversas acções, por parte de diversos orgãos e de diversos meios de comunicação social, que só têm um objectivo: DESACREDITAR os bombeiros portugueses.
A situação que aqui se discute não é impar e não aconteceu agora pela primeira vez. E enquanto se entregar o socorro público a Associações que se regem da mesma forma que uma colectividade, e que ao fim de cada mês andam a contar os cêntimos para fazerem os pagamentos, vão continuar a acontecer!
Esta minha afirmação não visa desculpar a incompetência dos operadores das centrais dos corpos de bombeiros bem como da operadora do CODU Porto.
Porque na incompetência do INEM pouca gente falou.
Talvez por não se terem apercebido que a Oeradora do CODU DESCONHECIA POR COMPLETO a localidade, a disponibilidade de centros de saúde, a VMER (que é um meio INEM) mais próxima de Alijó.
Isto tem uma razão de ser, que, no meu ponto de vista, é o facto de o CODU ser na Cidade Porto e os Operadores não terem conhecimento das zonas bem como as unidades de drenagem correspondentes. Por falta de sistemas informáticos ou procedimentos escritos com fluxogramas de apoio p/ intervenção nas diversas zonas de abrangência dos CODU.
Repare-se que grande parte do tempo das chamadas são ocupadas com os bombeiros a darem indicações ao CODU e à médica da VMER sobre onde era a ocorrência, qual o caminho mais rápido para o local e se havia ou não centros de saúde abertos na zona.
Por seu turno o Operador do CB Favaios foi de uma incorrecção técnica que só não pode ser considerada negligência grosseira porque o referido elemento foi sincero e disse que não sabia o que havia de fazer pois não tinha meios à disposição; e isso não é da sua responsabilidade.
Isto vem demonstrar como o INEM lida com estas situações no interior. e faz-me lembrar um ditado popular que reza assim " Com as calças do meu pai eu sou um grande homem."
Repare-se que o CODU entende que o meio dos bombeiros tem que sair e insiste em saber quanto tempo ele demora mesmo depois do bombeiro lhe dizer que "não tenho aqui ninguém".
Bom, isto demonstra incompetência da operadora do CODU e falta de meios humanos com que os Corpos de Bombeiros do interior se deparam.
Não faz sentido! Os cidadãos do interior não são cidadãos de 2.ª categoria.
Negligência grosseira existe sim do CODU. Repare-se na gravidade da seguinte frase: "Ó Doutor quer que ponha aqui VMER indisponível?"
Isto significa que se o médico dissesse "ponha" o cidadão ficava sem suporte avançado de vida! Qual o objectivo desta acção? Não acordar o médico? estranho mas ninguém fala disso!
Quanto à incompetência dos responsáveis dos Bombeiros, e essa foi inquestionável, cabe-me a mim enquanto cidadão perguntar o seguinte:
Como é que podem os Comandantes de ambos os CB's (Favaios e Alijó) dormir descansados quando o Corpo de Bombeiros que comandam não têm ambulâncias disponíveis depois de acabar o chamado horário de expediente??
Como pode o CMDT Distrital não desenvolver acções no sentido de resolver estes problemas?? ter coragem de encerrar quartéis no período nocturno ou exigir que existam meios nesse período!! Ou não convém fazer estragos no sistema porque temem pelo seu emprego?? não sei sinceramente como estes responsáveis dorme descansados.
Bom, com isto exprimo exclusivamente a minha opinião e reeitero que não quero desculpar os bombeiros da sua actuação.
Quanto ao INEM e ao seu tão publicitado desenvolvimento operacional só me resta dizer que:
"a montanha pariu um rato".
Companheiros,
Alguns tópicos que são importantes sobre a matéria em questão porque ao escrever temos a tendência, lógica, de misturar muita coisa.
Os Comandantes Distritais são provenientes dos Bombeiros Voluntários e conhecem perfeitamente todas «as histórias». O CONA (Comandante Operacional Nacional) por exemplo, Cte Gil Martins foi dos Bombeiros do Estoril e o CONA ADJUNTO era Comandante em Belas.
A situação descrita que envolve as três entidades deveriam todas elas levar com processos uma vez que, o que se passou, parece sureal, difícil de acreditar e só aparece porque tinhamos o Ministro que tínhamos.
Estas histórias e outras sempre aconteceram e todos os dias.
Em Lisboa as divergências entre transporte de doentes ou socorro dentro das competências dos Bombeiros e socorro a cargo do Inem já implicou mortes por facadas no Centro de Lisboa e muito pouca gente sabe.
No futuro outras irão acontecer porque tudo depende de seres humanos de entidades cujas fronteiras são cinzentas e dificilmente serão brancas; caso contrário alguém tem que fazer tudo.
Outro ponto, a Vmer de Setúbal vai até Sines. A desertificação do interior faz com que por vezes e, por exemplo, haja uma chamada para a qtª dos Lameiros na Marateca junto a mercearia do Ti Soares. Alguém sabe onde é?

Significa que é preciso construir, mudar, alterar e, ter uma atitude pró-activa por forma a estar-se mais junto de quem precisa.
Outro ponto: Meios profissionais no país significa que por cada 50 pessoas a trabalhar, temos de multiplicar por 5, ou seja, três turnos, férias, baixas, etc- Olhem o décice público.
Já não me apetece escrever mais.
Abraço
Perna
Pois, meu caro Perna tens razão quanto aos custos de uma solução profissional. Contudo, num post deste fórum denominado: INEM/Bombeiros – A organização Necessária já apresentei uma solução para isso. O transporte de doentes seria uma forma de sustentar a prestação de socorro pré-hospitalar, reduzindo a necessidade de investimentos, nesta área, por parte das Associações detentoras dos Corpos de Bombeiros. É evidente que o Estado e as Autarquias teriam de ter aqui uma "palavra-a-dizer" uma grande "palavra". Por vezes, parece que nos esquecemos que o Estado somos todos nós! As estratégias de investimento desse Estado são definidas por aqueles em quem votamos. Ou seja, no limite, todos nós, somos parcialmente culpados do estado das coisas. Pela parte que me toca, critico e dou soluções que, de acordo com o meu nível de conhecimento das coisas, me parecem exequíveis e, neste caso concreto da prestação da emergência pré-hospitalar, creio que só se resolve com a profissionalização de Unidades de saúde nos Corpos de Bombeiros existentes, independentemente dos custos de investimento e manutenção que uma solução desse tipo acarrete. Temos é que acabar com esta "fantochada" que já dura há muitos anos e já custou muitas vidas.
Caro Amigo Perna tem toda a razao naquilo que escreveu execpto isto:

"80% do pessoal do Inem (exceptuando médicos e enfermeiros) é recrutado nos Corpos de Bombeiros"

Isto acontece devido á má remuneração dos Corpos de Bombeiros parante as pessoas que trabalham lá e por isso procuram melhor para a sua vida..

Um abraço...........
Perplexidades ...
Com a demissão de Correia de Campos, ficaram contentes Luís Filipe Meneses, Paulo Portas e também Jerónimo de Sousa. Também ficaram
Manuel Alegre, Helena Roseta e vários socialistas de patente registada, bem assim como o todo poderoso João Cordeiro presidente há 34 anos (!) da não menos poderosa Associação Nacional de Farmácias “temos estado a ser massacrados por Correia de Campos” queixava-se ele. Também gostou o bastonário da Ordem dos médicos Pedro Nunes (o do código deontológico “medieval” ...) e também ficou satisfeito o respeitável António Arnaud (digno) "pai" do SNS.
Ficaram contentes aqueles utentes que ingenuamente foram induzidos a atribuir a histórica (sim, histórica!) precaridade do nosso SNS, a este governo e a este ministro.
Cantam vitória com a demissão de Correia de Campos uns tantos autarcas demagogos (à esquerda e à direita) à caça de votos e duma próxima reeleição, e populações assustadas, porém manipuladas pela desinformação e o populismo.
Não é estranha a coincidência de interesses tão antagónicos? Alguém está seguramente a ser enganado no meio de tudo isto.
E não me parece que seja o Senhor João Cordeiro ...

Mas, eis senão quando, de repente, tudo parece ter ficado bem:
Verificável e espantosamente, cessou o barulho em torno do serviço nacional de saúde. Nem mais um ai de autarca. Nem entropia e confusão nas comunicações entre o INEM e os Bombeiros, nem manifestações espontâneas e/ou organizadas, nem idosos doentes abandonados à sua sorte, nem crianças amortalhadas em páginas de jornais, nem directos com gente irada de dedo em riste, nem morras ao ministro e a quem o apoiar. Não é extraordinário? Enfim ... Haja saúde!
Atenção!Se o preço a pagar para tudo ficar bem for a demissão de um ministro, então ... demitam-se todos! Sejam ministros ou não (já agora ...)! Comecemos então pelos directores de jornais que cedem ao sensacionalismo e à irresponsabilidade e respectivos chefes de redacção, e aos directores das estações televisivas e respectivos editores que seleccionam o tempo e o modo das notícias de abertura dos telejornais.

Nota: Não, não quero fechar os jornais e as televisões. São imprescindíveis numa democracia. Só gostava que houvesse mais espírito crítico, e que a crítica social aos desmandos dos media fosse real e efectiva. É que isto toca a todos podem querer. Para os que estão e para os que hão-de vir ...

Júlio: peço desculpa se este não era o sítio apropriado para este post. Mas parti do princípio que combater o alarmismo que assusta populações também era uma questão de segurança ...
José Paiva
Meu caro amigo, todos os locais são bons para os teus sempre acutilantes comentários.

Deixa-me discordar desta tua visão. Em primeiro lugar porque algo estava mal, senão vejamos o que aconteceu pós-Ministro Correia de Campos na área da emergência médica:
- 300 Ambulâncias do INEM vão receber GPS;
- Vai ser criado, na zona do Alto Minho, um centro de atendimento de emergência (não entendi bem de que tipo) que vai garantir uma melhoria da triagem e accionamento de meios nesta zona do País;
- Vão ser colocadas no Concelho de Alijó Ambulâncias do INEM com tripulação 24h por dia;
- Estão a ser preparados meios humanos (Médicos, Enfermeiros e Tripulantes) para aumentar o número de equipas do INEM.
Ora bem, se tudo isto está a ser feito é porque faltava fazer! Certo? Faltava este tipo de suporte nos locais onde fecharam urgências hospitalares e Maternidades.

Dizem os técnicos (que podem pagar a saúde deles e familiares nas melhores clínicas com o dinheiro que ganham a fazer continuados estudos para o Estado sempre sobre a mesma matéria) que era preciso reorganizar a prestação de cuidados médicos em Portugal.

Pessoalmente concordo com o princípio, mas não com a forma. Em vez de fechar Hospitais, Urgências e Maternidades por não terem condições, deviam era criar e melhorar as condições. É a minha opinião! Admito que muito discutível, mas como para mim a vida humana não tem preço, esta é a minha opinião.

Num País dito democrático, a Saúde, a par da Justiça, tem de ser um bem de primeiríssima necessidade.

No meu modesto entendimento, o Governo não tinha o direito de efectuar uma remodelação, na área da saúde, com a abrangência que esta teve, sem primeiro ter garantido, no mínimo, um serviço de excelência em emergência e pré-hospitalar a essas populações.

É claro que resultou mal!? A culpa foi do Ministro que se viu forçado a demitir, mas se tivesse resultado bem ou quando as coisas tiverem mais “compostas” os louros serão do Sr. Primeiro-Ministro.

Para terminar este intervenção, importa referir que em matéria de prestação de socorro, Portugal está mal há muitos anos. A actual reforma na saúde só tornou visível um conjunto de deficiências que ninguém quer assumir. Todos os agentes e intervenientes (utentes incluídos, por não reclamarem quando devem) são culpados.

Resumindo, cada pessoa que morre ou fica inválida por falta de socorro adequado em tempo e meios, existe uma quota parte de responsabilidade de todos nós.