Júlio Santos
Os Agentes de Segurança Privada (ASP) e a Protecção Civil - Versão de Impressão

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Os Agentes de Segurança Privada (ASP) e a Protecção Civil - Júlio Santos - 24-01-2010

Sempre que ocorrem catástrofes como a ocorrida no Haiti, somos confrontados com exaustivos debates nos meios de comunicação social.

O certo é que o Povo diz da sua Cátedra: “com os erros também e aprende”. Esse é talvez o melhor dos conhecimentos.

Os nossos Técnicos em Protecção Civil, ao que me foi dado a ver na RTP1, no programa “Prós e Contras”, não perdem uma oportunidade de aprender com os “erros” das suas congéneres que infelizmente se têm visto a braços com grandes tragédias.

Não assisti a todo o programa, mas do que vi, pareceu-me que todos os intervenientes estavam identificados com as últimas catástrofes naturais ocorridas, nomeadamente na Europa e na América do Sul.

Apesar de serem notórias algumas quezílias oriundas das “quintas” que cada um representava a dado momento, todos defendiam um princípio comum: perante uma catástrofe de grandes dimensões “Todos os Cidadãos são Agentes de Protecção Civil”.

Estamos totalmente de acordo com essa tese.

Alguns intervenientes defendiam que para que tal acontecesse era necessária uma maior e melhor divulgação do que fazer no: “Antes, Durante e Após”.

Outros defendiam a existência de profissões que, face à sua intervenção na Sociedade, tinham mais responsabilidade que outros. Era sobre este ponto que gostaríamos de deixar a nossa opinião.

Partindo do pressuposto que, independentemente dos nossos conhecimentos na matéria, todos somos Agentes de Protecção Civil então, os ASP também o são. Com o acréscimo desses homens e mulheres disporem de alguma formação base que deveria ser plenamente aproveitada numa situação de catástrofe generalizada.

Esta minha ideia não é inédita (já li alguns textos sobre o tema). Porém, a questão que se impõem é:
- Nos Planos Oficiais de Emergência (Municipais e Distritais), estão consignadas funções concretas para esses elementos?
- A sua localização geográfica e contactos constam desses Planos?

Não creio.

Ora, importa olhar para estas 40 a 50 mil pessoas como verdadeiros Agentes de Protecção Civil. Sensibilizar, formar e proporcionar-lhes o treino adequado para, perante uma catástrofe de larga escala se necessário, saibam:
- No “antes” ser agentes de circulação de informação;
- No “durante” como auxiliar os que lhes estão próximos,
- No “após” efectuar uma busca e salvamento com o mínimo de condições da sua protecção, executar um perímetro de segurança e também que tipo de colaboração deve ser dada aos Gestores da Crise.

Concluímos, reforçando a ideia de que é indispensável que os ASP sejam Agentes de Protecção Civil de pleno direito, com sensibilização, informação e com adequada e atempada formação.