Júlio Santos
A Insegurança de Verão - Versão de Impressão

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A Insegurança de Verão - Júlio Santos - 03-07-2010

Não concordo nada com as “épocas” em questões de segurança. Considero que a segurança não deve ter épocas! Mas um facto é que em determinada altura do ano aumentam consideravelmente os números da insegurança. Seja por força do aumento dos fogos, dos furtos ou até da pequena criminalidade grupal.

Tenho verificado que nesta altura – inicio do verão – aumentam os episódios de pequena criminalidade, muitos desses casos associados a adolescentes e praticados em grupo em locais públicos, como que a afirmarem a sua “valentia”.

Portugal, como outros países da Europa tem problemas a resolver com os filhos dos emigrantes, não é uma questão de xenofobia, é uma questão social grave.

Nesta altura, porque as escolas param, o tempo que estes jovens dispõem é maior e não tendo grandes alternativas, facilmente se sujeitam aos desafios da criminalidade. Estou em crer que é mesmo nestas alturas que são praticados muitos rituais de iniciação, em que os mais novos são desafiados a “provar” a sua virilidade criminal aos mais velhos.

Não é com protestos dos políticos que isso se resolve. Em minha opinião são mesmo os políticos de todo o espectro, os principais responsáveis por esta situação.

- Quem concebeu o actual Código de Processo Penal?

- Quem concebeu o actual Código Penal?

Foram os políticos. Importa realçar que documentos desta natureza têm obrigatoriamente a participação de todos independentemente do sentido de voto final na Assembleia da República.

Está na altura dos verdadeiros responsáveis serem acusados e punidos. Punidos com a pena de serem obrigados a conceber Leis que protejam os cidadãos no “durante” que castiguem os culpados no “após”, mas o mais importante que actuem no “antes”.

Prevejam estes fenómenos que tendem a aumentar com a falta de punição e não necessita de ser o recurso à prisão. Existem imensas formas de encaminhar estes pseudo-criminosos nos trilhos certos da vivência em sociedade, como p.e. colocá-los a efectuar tarefas comunitárias nos seus próprios bairros, fazê-los sentirem-se responsáveis por qualquer coisa que não seja uma arma ou umas doses de droga.

Esta e outras medidas seriam úteis se estivessem consignadas na Lei.