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Segurança para Todos - Júlio Santos - 03-07-2010
Neste Fórum é a primeira vez que faço uma referência evidente à Instituição onde trabalho. Para que não subsistam dúvidas, repito os princípios que o norteiam para que não fiquem dúvidas:
“Esta página foi pensada e executada com o objectivo exclusivo de partilhar, com outros profissionais do sector e público em geral, informação sobre a temática da Segurança.” A maioria dessa informação é resultado da experiência de cerca de 20 anos de actividade profissional do Autor na área da Segurança e da partilha de conhecimentos e experiências com outros profissionais do sector. “ Esclarecido este ponto que considero importante, gostaria de partilhar convosco o seguinte: A legislação em vigor obriga as grandes empresas a disporem de meios de segurança devidamente organizados, algumas exclusivamente na vertente safety, outras, como é o caso do sector bancário, também na vertente security. Todavia, já está assumido pelos Gestores da Segurança (independentemente da denominação que lhes é atribuída: Directores, Responsáveis, etc.) que a segurança só é eficaz quando observada sobre uma óptica INTEGRAL, ou seja; só se obtém segurança quando se tem uma visão integrada das vertentes safety e security. No entanto, a segurança é feita pelas pessoas e para as pessoas. Se não conseguirmos formar e sensibilizar todos e com isso constituir o triângulo “safety, security, formação/informação” – quaisquer objectivos de um ambiente seguro caem por terra. Não se consegue construir um ambiente seguro se não sensibilizarmos as pessoas para a problemática e simultaneamente as envolvermos nos objectivos a atingir. Para tal importa: Formar e Informar. A formação pode visar os comportamentos mais simples: como proceder a uma evacuação ordenada (obrigatório por lei em determinadas condições) ou quais os procedimentos de apoio aos agentes da segurança, mas também pode ir mais além. É neste contexto que considero muito válido e bastante louvável aquilo que a Instituição bancária onde trabalho está a efectuar neste momento. Para além da formação imposta por lei aos elementos das “Equipas de Primeira Intervenção”, estão a decorrer acções continuadas de sensibilização/reciclagem. O Porquê da importância? – Porque neste caso, a segurança é abordada de um modo diferente. Não se faz porque é obrigatório ou necessário. Faz-se porque se entende o quanto esta é uma necessidade das pessoas. Ou seja, não se reage; age-se! As descritas acções que visam a sensibilização na área do socorro imediato, estão a ser levadas a cabo por Agentes de Segurança Privada especializados e devidamente habilitados para tal. A inclusão de pessoas com estas habilitações no Modelo de Segurança da Instituição não é um conceito novo, foi criado há uns anos, mas agora é também aproveitado na vertente da sensibilização da segurança, num contexto de “Empresa Segura”. Esses Agentes, nas acções que agora decorrem, dão a conhecer e partilham os seus saberes com os Trabalhadores da Instituição, tornando assim, sem margem para dúvidas, o ambiente mais seguro. A sensibilização que é feita para a problemática da segurança vai para além da imposição legal e mais ao encontro das necessidades da sociedade, pois os temas abordados são comuns às potenciais necessidades de qualquer pessoa em qualquer espaço. Foi tão-somente a constatação dessa importância que motivou a elaboração deste texto. O nosso entendimento é que este conceito poderia – senão, deveria - ser adoptado por empresas de grandes dimensões que têm, para além da responsabilidade do cumprimento da legislação, também uma obrigação social. A Segurança é uma necessidade de todos e não só de alguns. |