16-09-2008, 09:46 PM
Nos seus 158 anos de história, o Merrill Lynch, o quarto maior banco de investimento norte-americano e que ao longo da sua história sobreviveu a várias crises como a Grande Depressão de 1930. Faliu ontem. Este texto podia ler-se em vários jornais e foi, garantidamente, a abertura de telejornais em todo o mundo.
Questionarão os menos atentos: o que tem isto a ver com segurança – dado que este é um fórum temático?
Tem muito. Tem quase tudo.
Segundo Masolw, para o ser Humano, as necessidades de segurança seguem-se às fisiológicas no grau de importância. Sendo as mais básicas e importantes necessidades de segurança, as da família.
Quando uma instituição desta envergadura “quebra” arrasta consigo milhões de desempregados em todo o mundo.
Ora aí temos uma mistura bombástica. Os níveis de vida que não podem ser mantidos, os compromissos que não podem ser cumpridos, por força do desemprego e temos o caminho aberto para o desespero de muita gente.
Esta insegurança social levará certamente muita gente a “deitar” as mãos a tudo o que possa agarrar para, no mínimo, sustentar a sua família e/ou manter o modo de vida a que estavam habituados. Essa nova postura pode ir desde a prática da pequena criminalidade, como o furto, à mais vil corrupção.
Cabe aos especialistas em segurança estarem atentos ao que aí vem. Os tempos estão a mudar.
As empresas, especialmente as portuguesas, pouco habituadas a ter ameaças, tendem a reagir em detrimento de pró agir. “Depois de casa roubada, trancas na porta” diz o Povo na sua sabedoria. Esta é a forma de alguns dos nossos empresários actuarem perante a segurança. Mesmo a imposta por legislação e/ou por algumas preocupações pontuais é observada sempre sobre o pressuposto do gasto, nunca do ganho que a segurança pode trazer.
Está na altura de alterar estas mentalidades, é necessário começar a fazer algo com eficácia:
- As empresas têm de passar a ver a Segurança, não como uma despesa, mas como um lucro. Têm de repensar a forma de comprar segurança.
- As Autoridades devem passar a olhar um pouco mais longe. Fazer mais pesquisas, recolher mais informações e tratar convenientemente a informação recolhida.
- Os governos e as entidades competentes têm de ter a capacidade técnica e politica de legislar, não para o agora, mas sim para um futuro que, em termos de segurança se avizinha negro. Têm o dever de actualizar a Legislação e os meios de combate, a todo tipo de criminalidade, à mesma velocidade que esta evolui e se transforma.
Recuso-me a ser olhado como “um velho do Restelo”, pretendo apenas colocar à discussão a minha opinião sobre as grandes transformações sociais que se avizinham e ameaçam a segurança de todos nós e escamotear esta realidade equivale a esconder a cabeça na areia.
Questionarão os menos atentos: o que tem isto a ver com segurança – dado que este é um fórum temático?
Tem muito. Tem quase tudo.
Segundo Masolw, para o ser Humano, as necessidades de segurança seguem-se às fisiológicas no grau de importância. Sendo as mais básicas e importantes necessidades de segurança, as da família.
Quando uma instituição desta envergadura “quebra” arrasta consigo milhões de desempregados em todo o mundo.
Ora aí temos uma mistura bombástica. Os níveis de vida que não podem ser mantidos, os compromissos que não podem ser cumpridos, por força do desemprego e temos o caminho aberto para o desespero de muita gente.
Esta insegurança social levará certamente muita gente a “deitar” as mãos a tudo o que possa agarrar para, no mínimo, sustentar a sua família e/ou manter o modo de vida a que estavam habituados. Essa nova postura pode ir desde a prática da pequena criminalidade, como o furto, à mais vil corrupção.
Cabe aos especialistas em segurança estarem atentos ao que aí vem. Os tempos estão a mudar.
As empresas, especialmente as portuguesas, pouco habituadas a ter ameaças, tendem a reagir em detrimento de pró agir. “Depois de casa roubada, trancas na porta” diz o Povo na sua sabedoria. Esta é a forma de alguns dos nossos empresários actuarem perante a segurança. Mesmo a imposta por legislação e/ou por algumas preocupações pontuais é observada sempre sobre o pressuposto do gasto, nunca do ganho que a segurança pode trazer.
Está na altura de alterar estas mentalidades, é necessário começar a fazer algo com eficácia:
- As empresas têm de passar a ver a Segurança, não como uma despesa, mas como um lucro. Têm de repensar a forma de comprar segurança.
- As Autoridades devem passar a olhar um pouco mais longe. Fazer mais pesquisas, recolher mais informações e tratar convenientemente a informação recolhida.
- Os governos e as entidades competentes têm de ter a capacidade técnica e politica de legislar, não para o agora, mas sim para um futuro que, em termos de segurança se avizinha negro. Têm o dever de actualizar a Legislação e os meios de combate, a todo tipo de criminalidade, à mesma velocidade que esta evolui e se transforma.
Recuso-me a ser olhado como “um velho do Restelo”, pretendo apenas colocar à discussão a minha opinião sobre as grandes transformações sociais que se avizinham e ameaçam a segurança de todos nós e escamotear esta realidade equivale a esconder a cabeça na areia.
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
Júlio Santos

