Este fórum usa cookies
Este fórum utiliza cookies para armazenar as suas informações de login se estiver registado, e a sua última visita ou não. Os Cookies são pequenos documentos de texto armazenados no seu computador. Os cookies criados por este fórum só podem ser usados neste site e não representam nenhum risco de segurança. Os cookies deste fórum também acompanham os tópicos que você leu, e a última vez que os leu. Por favor confirme se quer aceitar ou rejeitar estes cookies por definição.

Um cookie será armazenado no seu navegador, independentemente da sua escolha, para prevenir que esta pergunta apareça novamente. Você será capaz de alterar as suas definições de cookies a qualquer momento usando o link no rodapé.

Avaliação do Tópico:
  • 0 voto(s) - 0 Média
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
A Polícia Municipal de Lisboa recebeu-nos
#1
No dia 29 de Dezembro de 2009, fomos recebidos pelo 2.º Comandante da Polícia Municipal de Lisboa (PML), Sr. Comissário Lopes Rodrigues.

Desde 2007 tínhamos vindo a fazer chegar a essa Polícia algumas preocupações relacionadas com as suas competências.

Sobre os temas abordados recebemos alguns esclarecimentos que considerámos importantes partilhar com aqueles que nos dão o prazer de nos ler.

Sobre os postos gratificados
O tema que mais indignação nos causou e que forçou a mais contactos com esta Polícia foi sem dúvida o fim do policiamento na Rua dos Anjos, no cruzamento com a Rua Andrade, no acesso ao Largo Intendente Pina Manique.

Fomos esclarecidos que o término deste posto como gratificado, se ficou a dever a um acto de gestão originado pelo reforço de 150 Agentes vindos da PSP. O que infelizmente levou ao cancelamento da sua regularidade - só algumas vezes aqui voltámos a encontrar Agentes da PML.

Ou seja, como receberam mais Agentes, não fazia sentido estar a cobrar à CML um posto gratificado nesta zona, mas o facto é que o reforço do número de Agentes também não foi suficiente para manter o posto em permanência.

Sobre as viaturas abandonadas na via pública
Este foi o tema que mais espanto nos causou pelo que está inerente à retirada de uma viatura, supostamente abandonada da via pública. Para começar a PML tem de pagar, sim, pagar ao MAI o acesso à base de dados que relacionam a viatura com o proprietário.

Depois, as notificações são amiúde ignoradas pelos destinatários e só quando o proprietário é notificado de que vai perder a viatura a favor do Estado é que reage. Algumas vezes contra a CML, exigindo (depois de pagar tudo o que lhe compete) que esta Entidade lhe reponha a viatura como estava quando foi rebocada.

Tudo isto porque o Código de Processo Civil tem estas lacunas em que sai sempre beneficiado quem prevarica.

Sobre a ocupação da via pública
Fomos esclarecidos que a morosidade em resolver estes casos que tantas vezes prejudicam quem tem necessidades especiais de mobilidade, também não é fácil. Muitos são os empreiteiros que se servem da via pública como armazém dos seus andaimes e quando notificados para desimpedir, colocam uma providência cautelar e esta, segundo a Lei “trava” toda e qualquer acção policial sobre o caso.

Com isso ganha mais uma vez o prevaricador em detrimento da maioria dos cidadãos especialmente aqueles que têm dificuldade em mover-se.

Sobre o estacionamento “selvagem”
Neste tema facultámos ao Senhor Comandante uma ideia antiga, também já partilhada há uns anos com o Comandante da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa.

Um formato simples, eficaz e do ponto de vista da gestão, altamente rentável para quem o utilizar.

Passa por instalar uma câmara numa pequena viatura ou até numa moto onde um só Agente ao passar por um estacionamento indevido fotografa a viatura. Com isso, fica feita a prova da infracção. A foto recolhida é transmitida em suporte GSM para uma central que a exemplo do que se passa com os radares emite o Auto de Notícia.
Resultado: pela via do castigo reduzia-se o estacionamento indevido que ocorre na nossa cidade onde “se estaciona onde se quer, não onde se pode”.

A ideia foi bem recebida, mas o investimento inicial (apesar deste formato se pagar rapidamente), não será fácil. Mas deixámos uma solução.

Sobre a formação em atendimento e relacionamento com os Cidadãos
Também nesta matéria tínhamos apresentado uma “queixa” ao Comando da PML e também fomos informados que essa é uma preocupação constante e que se tenta debelar através de formação.

Conclusões
Conseguimos aceitar a maioria das explicações que nos foram transmitidas, mas, algumas, especialmente as relacionadas com as opções de colocação dos gratificados, não nos deixou convencidos. É nossa convicção que fazem muito mais falta Agentes na zona dos Anjos do que no Terreiro do Paço a remediar uma obra megalómana e inútil.

Ficámos indignados com o facto de saber que uma Polícia Municipal com competência na gestão do tráfego tem de PAGAR a utilização de bases de dados oficiais.

Também chegámos à triste conclusão que, devido à quantidade de procedimentos exigidos pela Legislação em vigor, a relação da detecção de uma anomalia e o seu tratamento logístico é de 1 para 6. Ou seja, o tempo consumido na vertente logística é seis vezes superior ao tempo que esta levou a detectar.

Aqui está espelhada uma das razões que leva à falta de Agentes na “rua”.

Mas quem decide acha, e bem, que em Portugal a relação policia per capita é mais alta que no resto da Europa. O problema é que esses mesmos decisores, quando sentados na Assembleia da República são demasiadas vezes acometidos de uma “louca” vontade de complicar o que é fácil.
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
Responder


Mensagem neste Tópico
A Polícia Municipal de Lisboa recebeu-nos - por Júlio Santos - 12-01-2010, 10:12 PM

Saltar Fórum:


Utilizadores a ver este tópico: 1 Visitante(s)