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Insegurança no Centro da cidade II
#1
Depois do que sucedeu na passada sexta-feira na minha área de residência, não resisti e enviei novo e-mail para as mesmas entidades a quem tinha envidao o primeiro, (Câmara Municipal de Lisboa - Junta de Freguesia dos Anjos - Comandante da 1.ª Divisão da PSP de Lisboa - Comandante da Polícia Municipal de Lisboa - Director da DCICPD do SEF - Director da DSPCO da ASAE) aqui fica para também vós terem acesso.
Meus senhores, no dia 13 de Setembro do corrente, enviei-vos um texto que titulei de “Insegurança no centro da Cidade de Lisboa”. Nesse texto alertava para uma serie de situações que geram um conjunto de factores de insegurança no centro da cidade de Lisboa, mais propriamente no eixo Praça do Chile, Martim Moniz.
De uma forma ou outra todos vós, do alto dos vossos pedestais, ignorastes o meu escrito. Honra seja feita à 1.ª Divisão da PSP, única Entidade que se dignou a convidar-me às suas instalações onde fui recebido por elemento desse Comando e por quem me foi explicado, do ponto de vista estratégico, o que estava a ser feito. Porém, o meu objectivo não é ser recebido cordialmente, o meu objectivo é que resolvam este problema.
A Câmara Municipal de Lisboa, de toda a informação que recebeu, comunicou ter encaminhado o assunto para os seus departamentos respectivos: PM, DSRT, DHURS, Gabinete V. Ana Sara Brito. Nenhum destes destinatários, até ao momento, se dignou a responder, decerto não merecerei tal deferência, lamento!...não só por mim mas por todos os Munícipes que elegeram tais pessoas e que em tais Departamentos são forçados a confiar.
A Junta de Freguesia, nem se dignou a recepcionar o e-mail quanto mais responder. Com certeza o seu Presidente andaria ocupado com as eleições internas do seu Partido o que o levaram a descurar o relacionamento com aqueles que o elegerem.
As entidades de âmbito Nacional ASAE e SEF, responderam, mas lá foram informando que as coisas vão ser investigadas, mais?...pergunto eu. O que se passou na sexta-feira à porta do SEF nos Anjos não chega para ser constatado é preciso ser investigado, qual era a nacionalidade dos beligerantes? Estavam legais? O que lhes aconteceu foram expulsos do território Português?
Pois bem, na passada sexta-feira aconteceu, na zona em referência, um acto daqueles que se temiam, uma troca de tiros em pleno dia, numa hora de grande circulação de pessoas na área. Uma troca de tiros que ocorreu na lateral a uma Igreja em frente a um centro de Saúde e o mais grave, nas imediações de uma escola primária.
Parabéns aos Polícias que prenderam alguns dos envolvidos. Convém no entanto realçar que só actuaram por reacção. Como vos sugeri no texto anterior, e decerto saberão melhor do que eu, têm é que agir proactivamente e não reactivamente.
Se os meios que para aqui se deslocaram na sexta-feira passada após o tiroteio, diga-se perfeitamente desproporcionados por excesso o que mais uma vez demonstrou a falta de articulação e comando das forças de segurança do terreno, (entre Policia Municipal, PSP e PJ o rácio deveria rondar um policia para cada 5 curiosos). O que vem provar que quando há confusão a sério, podem aparecer policias de todo lado, logo, não há falta de meios, estão é mal geridos e distribuídos ou então fica-me a ideia de que nestes casos persiste a possibilidade de aparecem as televisões e jornais e aí convém mostrar que “estamos” cá.
Meus senhores, responsáveis por todas estas entidades, caso se encontrem impotentes para resolver o que se passa neste eixo da Cidade, passem o assunto superiormente, accionem o Serviço Municipal de Protecção Civil que tem o suporte Legislativo para activar meios para resolver a situação e se tal não chegar, recorram às Forças Armadas.
Algumas das Doutas pessoas que leram este texto até aqui dirão “este cidadão está louco”, não estou! Situações como aquelas que aqui se vivem são o início de situações como as vividas em muitos bairros do País em que a Polícia não entra (por favor, Senhores Comandantes da PSP, não me digam que minto quando digo que existem sítios neste País onde a Polícia não entra). Pois bem, ao que sei, um dos feridos de sexta-feira era polícia e, fazendo fé nas informações veiculadas pelos jornais, pertencia à Interpol. Este caso, observado de uma forma simplista, leva a crer que já nem as instâncias policiais internacionais (para onde são escolhidos os Agentes de entre os melhores) estão a salvo neste bairro, então como se sentirão os que cá residem?
Nenhum de vós tem legitimidade para ignorar esta situação, unam-se e com urgência; façam qualquer coisa antes que seja tarde demais. Lamento já não ter conhecimento para vos dar mais sugestões do que aquelas que dei no texto anterior e que para aqueles que não se deram ao trabalho de os ler aqui os repito, mas tenho a certeza que de tanta experiência adquirida vós sabereis, se quiserdes, fazer mais.
Sugestões “repetidas”:
Podem colocar os Polícias a trabalhar por objectivos – hoje, quase todas as pessoas trabalham por objectivos - a missão da Polícia não é, para além da actuação no durante e após os incidentes, também, a redução dos factores de insegurança que os propiciam? Pois então, os senhores Comandantes exijam que todos os dias, durante um largo período de tempo, cada viatura que circula nesta zona, em média com cinco polícias (as carrinhas circulam com +-8 e os carros patrulha com 3), seja responsável por fazer 20 identificações e/ou detenções – não é importante se o Juiz os vai libertar nesse dia, ou no seguinte, os meliantes voltam! A policia também!
As entidades competentes (ASAE, PM e SEF) efectuem verdadeiras fiscalizações aos estabelecimentos de restauração e às pensões da zona. Encerrem-nas, estou convicto que nenhum desses locais obedece, totalmente, a uma só Lei e/ou Regulamento aplicável.
A Câmara que utilize os quartéis (Graça) e os hospitais (Praça do Chile) devolutos na cidade, para albergar os sem-abrigo, em vez de transformar esses espaços em condomínios fechados. Dêem-lhes pequenas responsabilidades, ajudem-nos a recuperar a auto-estima. O terreno vale muito dinheiro, mas a dignidade das pessoas não tem preço.
Fiscalizem os emigrantes ilegais que praticam crimes. Sai mais barato a todos nós, enquanto Estado, repatriá-los condignamente do que sustentá-los enquanto deambulam pela nossa Cidade (por favor, não optem por me responder com o “lugar comum” da comparação com o apoio que emigrantes Portugueses tiveram nos anos 60/70, essas
pessoas iam para os países de destino trabalhar e quando vagabundeavam eram expulsos).
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
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Mensagem neste Tópico
Insegurança no Centro da cidade II - por Júlio Santos - 30-09-2007, 05:48 PM

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