07-02-2008, 10:38 AM
Meu caro amigo, todos os locais são bons para os teus sempre acutilantes comentários.
Deixa-me discordar desta tua visão. Em primeiro lugar porque algo estava mal, senão vejamos o que aconteceu pós-Ministro Correia de Campos na área da emergência médica:
- 300 Ambulâncias do INEM vão receber GPS;
- Vai ser criado, na zona do Alto Minho, um centro de atendimento de emergência (não entendi bem de que tipo) que vai garantir uma melhoria da triagem e accionamento de meios nesta zona do País;
- Vão ser colocadas no Concelho de Alijó Ambulâncias do INEM com tripulação 24h por dia;
- Estão a ser preparados meios humanos (Médicos, Enfermeiros e Tripulantes) para aumentar o número de equipas do INEM.
Ora bem, se tudo isto está a ser feito é porque faltava fazer! Certo? Faltava este tipo de suporte nos locais onde fecharam urgências hospitalares e Maternidades.
Dizem os técnicos (que podem pagar a saúde deles e familiares nas melhores clínicas com o dinheiro que ganham a fazer continuados estudos para o Estado sempre sobre a mesma matéria) que era preciso reorganizar a prestação de cuidados médicos em Portugal.
Pessoalmente concordo com o princípio, mas não com a forma. Em vez de fechar Hospitais, Urgências e Maternidades por não terem condições, deviam era criar e melhorar as condições. É a minha opinião! Admito que muito discutível, mas como para mim a vida humana não tem preço, esta é a minha opinião.
Num País dito democrático, a Saúde, a par da Justiça, tem de ser um bem de primeiríssima necessidade.
No meu modesto entendimento, o Governo não tinha o direito de efectuar uma remodelação, na área da saúde, com a abrangência que esta teve, sem primeiro ter garantido, no mínimo, um serviço de excelência em emergência e pré-hospitalar a essas populações.
É claro que resultou mal!? A culpa foi do Ministro que se viu forçado a demitir, mas se tivesse resultado bem ou quando as coisas tiverem mais “compostas” os louros serão do Sr. Primeiro-Ministro.
Para terminar este intervenção, importa referir que em matéria de prestação de socorro, Portugal está mal há muitos anos. A actual reforma na saúde só tornou visível um conjunto de deficiências que ninguém quer assumir. Todos os agentes e intervenientes (utentes incluídos, por não reclamarem quando devem) são culpados.
Resumindo, cada pessoa que morre ou fica inválida por falta de socorro adequado em tempo e meios, existe uma quota parte de responsabilidade de todos nós.
Deixa-me discordar desta tua visão. Em primeiro lugar porque algo estava mal, senão vejamos o que aconteceu pós-Ministro Correia de Campos na área da emergência médica:
- 300 Ambulâncias do INEM vão receber GPS;
- Vai ser criado, na zona do Alto Minho, um centro de atendimento de emergência (não entendi bem de que tipo) que vai garantir uma melhoria da triagem e accionamento de meios nesta zona do País;
- Vão ser colocadas no Concelho de Alijó Ambulâncias do INEM com tripulação 24h por dia;
- Estão a ser preparados meios humanos (Médicos, Enfermeiros e Tripulantes) para aumentar o número de equipas do INEM.
Ora bem, se tudo isto está a ser feito é porque faltava fazer! Certo? Faltava este tipo de suporte nos locais onde fecharam urgências hospitalares e Maternidades.
Dizem os técnicos (que podem pagar a saúde deles e familiares nas melhores clínicas com o dinheiro que ganham a fazer continuados estudos para o Estado sempre sobre a mesma matéria) que era preciso reorganizar a prestação de cuidados médicos em Portugal.
Pessoalmente concordo com o princípio, mas não com a forma. Em vez de fechar Hospitais, Urgências e Maternidades por não terem condições, deviam era criar e melhorar as condições. É a minha opinião! Admito que muito discutível, mas como para mim a vida humana não tem preço, esta é a minha opinião.
Num País dito democrático, a Saúde, a par da Justiça, tem de ser um bem de primeiríssima necessidade.
No meu modesto entendimento, o Governo não tinha o direito de efectuar uma remodelação, na área da saúde, com a abrangência que esta teve, sem primeiro ter garantido, no mínimo, um serviço de excelência em emergência e pré-hospitalar a essas populações.
É claro que resultou mal!? A culpa foi do Ministro que se viu forçado a demitir, mas se tivesse resultado bem ou quando as coisas tiverem mais “compostas” os louros serão do Sr. Primeiro-Ministro.
Para terminar este intervenção, importa referir que em matéria de prestação de socorro, Portugal está mal há muitos anos. A actual reforma na saúde só tornou visível um conjunto de deficiências que ninguém quer assumir. Todos os agentes e intervenientes (utentes incluídos, por não reclamarem quando devem) são culpados.
Resumindo, cada pessoa que morre ou fica inválida por falta de socorro adequado em tempo e meios, existe uma quota parte de responsabilidade de todos nós.
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
Júlio Santos

