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Prós e contras de uma nomeação
#1
Fazendo fé na imprensa, há cerca de 60 anos que a PJ não era dirigida por um membro da classe.
Pois bem, depois de uma análise do passado recente e opinando apenas com base no vem ao conhecimento da população em geral permitimo-nos expressar o que pensamos sobre o assunto.
Os últimos anos, quer por força de processos mediáticos, quer por incapacidade de comunicação da PJ com os media temos assistido ao trucidar de Director atrás de Director.
Não cremos que seja apenas uma questão de difícil (ou inexistente) relacionamento com a imprensa que conduziu, uma das mais afamadas polícias de investigação criminal, ao beco em que se encontra.
Não! Este estado de coisas é resultado de um conjunto de factores. Deficientes condições de trabalho, deficientes meios de investigação ao nível cientifico (veja-se o caso da Madeleine Beth Mccann em que as provas, salvo melhor local, foram a analisar na Inglaterra, porquê?...Os nossos laboratórios não sabem identificar indícios que “falem” inglês? Ou não existe mesmo capacidade técnica ao nível do equipamento!?).
O facto é que reputação criada e mantida durante muitos anos desmoronou-se. Esta situação deve-se à deficiente condução do Ministério da tutela - Governo atrás de Governo - e constante exposição mediática de alguns processos também muito alimentada por Directores em exercício e antigos inspectores.
Alguns dos Inspectores que saem, talvez por necessidade de protagonismo e/ou ambições menos claras, expõem na praça pública dificuldades e deficiências com que essa Policia sempre soube lidar.
Os senhores Directores têm sucessivamente deixado os cargos, sem que exista uma explicação plausível e cabal para tal. Dizem que é por falta de meios (quem não lida com carências neste país?) por deficiente comunicação com o Ministro da tutela (quem é que se dá bem com o Chefe?) por excesso de exposição mediática!!?? Esta então é demais. Sem se perceber, até agora, quais eram as ambições do anterior director, este desdobrava-se, junto dos media, em entrevistas e/ou pequena intervenções polémicas e depois demite-se por excesso de mediatismo??...Quem é que entrou em excessos?
Vamos então ao que nos motivou este artigo. Prós e contras de um Director Polícia na PJ.
Prós:
- Ao que se sabe, é um bom profissional de polícia;
- Conhece muito bem a Instituição;
- Tem demonstrado ser um elemento capaz de comunicar com os media;
- Recolhe a aceitação junto dos seus pares.
Decerto existirão outras que desconhecemos ou não nos recordamos.
Contras:
- Não é Magistrado!
Só um contra, contra tantos prós, mas!?

Façamos um exercício:
Duas da manhã, no decorrer de uma investigação dois Inspectores da Judiciária necessitam do apoio de um Magistrado do Ministério Publico para diligências a efectuar logo de manhã cedo.
Depois do necessário contacto…
O Director da PJ é Magistrado, foi professor do agora delegado do MP e/ou seu primeiro chefe. É claro que o Magistrado se levanta e efectua as diligências necessárias. Aliás, nunca se sabe quando é que o Senhor Director deixa a Polícia Judiciária e volta ao Ministério Público. Há que precaver o nosso futuro.
O Director é Polícia. Vamos lá analisar bem o que pretende este senhor!? Não são horas de acordar ninguém, muito menos eu, que amanhã tenho que ir ao dentista com o meu filho mais novo. Ele que entre em contacto com o Ministério Púbico a partir da 8 da manhã, decerto estará lá alguém para o atender. Era o que faltava!? eu agora andar ao sabor das vontades de um polícia!?


São cenários caricaturados, mas plausíveis de acontecer no nosso País. Não nos esqueçamos, que mesmo que neguem, os Magistrados e os Médicos são das classes profissionais mais corporativas. Se têm dúvidas, ou julgam que estamos a exagerar, estejam atentos às declarações atribuídas aos Magistrados que actualmente exercem cargos na PJ. Já questionam publicamente: eu!...comandado por um policia!? Nem pensar, revejam lá isso ou tirem-me daqui.

Conclusão
Contras:
- Os delinquentes e malfeitores ficam beneficiados!
Contras (repetido de propósito):
- Todos nós ficamos a perder.
Embora, numa primeira análise, pareça que a solução agora adoptada pelo Ministro da Justiça é a melhor, quando aplicada na prática, não o é.
Garantidamente seria a melhor decisão se a PJ estivesse na alçada do Ministério da Administração Interna. Nesse caso, poderia aplicar-se o conceito já adoptado na PSP de um Polícia para dirigir a Policia ou que se encaminha para acontecer na GNR de um GNR para comandar a GNR.
Enquanto a PJ depender do Ministério da Justiça, a bem da Justiça e da sua aplicação afigura-se-nos mais adequado ser um Magistrado (ainda que deve ser muito bem escolhido) a dirigir a Polícia Judiciária.
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
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Prós e contras de uma nomeação - por Júlio Santos - 08-05-2008, 06:18 PM

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