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"Tabloide" ou a realidade?
#7
A ciminalidade violenta de 2008 está aos níveis de 2006 e ligeiramente acima de 2004 (reportando à actual data do ano). A tão propalada onda de criminalidade, era, afinal, o estado habitual do país em 2006 e 2004. Alguém se lembra desses tempos terríveis? Desses densos anos de chumbo em que sair à rua era correr o risco de lavar com uma bala perdida? Valha-nos Deus e o bom senso ...
Mas ... porque é que os jornais nesses anos, não fizeram qualquer alusão às famigeradas ondas de criminalidade que a avaliar pelos dados, eram semelhantes às deste ano? Mistério ...
No entanto, façamos um pequeno esforço de memória e analisemos: o que acontecia em 2004? Santana Lopes estava no poder, e o que estava na moda era dar porrada no dito senhor. Isto vendia porque toda a gente comprava jornais que traziam as peripécias do dito governo e a iminência da sua queda, desde a oposição (logicamente) aos próprios companheiros de partido do S. Lopes, que eram aliás as principais fontes de informação negativa dos periódicos, interessados também na sua queda. Estavam pois garantidas as tiragens dos jornais, tanto mais que se seguiriam eleições e as respectivas campanhas. E em 2006? 2006 foi um ano de reformulação dos jornais para obstar aos eventuais prejuízos causados pelo surgimento dos jornais gratuitos (existiam já o Metro e o Destak). Assim Expresso, DN e Publico de forma mais visível, mas praticamente todos os outros também, dirigiram os seus esforços para essas reformulações. Acresce que o governo sócrates ainda estava em estado de graça e a meio do mandato, o PSD atordoado praticamente não existia, e a época de incêndios foi normal. Assim sendo, ocupados nas respectivas reformas em 2006, minimizados os efeitos dos gratuitos com algum exito (até porque os mesmos são de facto bastante maus na generalidade com pena minha) estavam criadas as condições para novas "campanhas" pois é preciso vender que a vida está difícil. Esse terreno começou a ser preparado com alguma antecedência com notícias alarmistas de que certamente todos se lembram, dum Verão que iria ser o mais quente de sempre. Esta perspectiva, na lógica jornalística que vamos tendo, constituia um terreno de especulação fabuloso, com tudo o que implicava de mortes de idosos, falta de condições dos serviços de saúde, incêndios gigantescos, dramas humanos, abertura de telejornais, 1ªs capas dos jornais, enfim, o circo que já conhecemos. Porém ... o verão frustou totalmente as jornaleiras espectativas. Urgia então construir um novo cenário ... e aí está ele quase todos os dias em grandes parangonas. Infelizmente parece que quase toda a gente acredita, apesar de todas as estatísticas, todos os nºs, todos os dados, contradizerem a tal onda de violência. Volto a dizer: neste momento, os principais principais culpados da sensação e clima de insegurança em Portugal é dos jornais. Mas digo ainda mais: Esta percepção pública da "onda de criminalidade" e da inerente insegurança, que não resulta duma análise objectiva das estatísticas, está a servir também, para o reforço de determinados poderes. Os políticos, as corporações do sistema de justiça, o MAI, o PGR, já reivindicam mais polícias, mais armas, mais meios, mais dinheiro, mais unidades especiais, etc. e também não será alheio a este facto, a centralização das polícias numa única figura. E, na minha modesta opinião, não havia necessidade, tanto mais que o dinheiro que vai ser expendido (e vai ser de certeza) podia ser canalizado para outros sectores bem mais carenciados.
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"Tabloide" ou a realidade? - por Júlio Santos - 21-08-2008, 11:26 PM
RE: "Tabloide" ou a realidade? - por zé paiva - 22-08-2008, 10:56 PM
RE: "Tabloide" ou a realidade? - por Júlio Santos - 22-08-2008, 11:26 PM
RE: "Tabloide" ou a realidade? - por zé paiva - 23-08-2008, 01:04 AM
RE: "Tabloide" ou a realidade? - por Júlio Santos - 23-08-2008, 09:02 PM
RE: "Tabloide" ou a realidade? - por zé paiva - 29-08-2008, 10:39 PM
RE: "Tabloide" ou a realidade? - por zé paiva - 01-09-2008, 03:11 AM

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