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O REGRESSO ÀS AULAS
#1
Inicia-se entre 10 e 15 de Setembro mais um ano lectivo para os nossos estudantes.
Alguns, em regra os mais pequenitos, estarão já ansiosos a preparar os cadernos, livros, canetas, lápis de cor, tudo isto ainda com o cheiro característico de novinho em folha, com o qual somos inundados ao entrar numa qualquer papelaria nesta altura do ano. Colocam meticulosamente todos estes objectos na mochila escolhida por eles mesmos, de entre muitas outras, com base nos mais rigorosos critérios de bonecada colorida. Experimentam vezes sem conta a roupa ou a bata que vão vestir no primeiro dia de aulas e sentem, como todos nós já sentimos, um inevitável misto de alegria, ansiedade e agitação – o tal que provoca cócegas de borboleta na barriga – e que vão sentir mais intensamente no grande dia.
- Ó mãe, afinal quando é que eu vou para a escola? – Interrogam alguns, impacientes.
Outros, os mais crescidotes, estarão a pensar – “que seca, já vou outra vez aturar os S’tores!” – e é notório o mau génio nos dias que antecedem o dia “D”. É preciso verificar a turma, o horário, enfim.
Acordar cedo, sair de casa, fazer o trajecto para a escola e, aulas. Depois, a hora de almoço e mais aulas, responsabilidades. De volta a casa e é preciso fazer os TPC e estudar.
Depois os exames – que tormento!
-“Tenho que arranjar algo para me divertir um pouco!” – e é com esta necessidade de diversão e de fugir à rotina do dia-a-dia, juntamente com a urgência de afirmação junto dos colegas mais Cool, a cobiça do telemóvel topo de gama ou do leitor de MP3 com 4Gbytes, que iniciam os problemas.
Contudo, este é apenas um cenário possível de entre muitos que podem levar a comportamentos desviantes, à delinquência e ao tão falado Bullying. Estes comportamentos não devem ser encarados por si só, como um fenómeno estanque e dissociado de toda a sua envolvência cultural, social e familiar uma vez que muitas destas crianças provêm de famílias disfuncionais e têm um passado de abusos, maus-tratos e negligência. Por outro lado também há as que provêm de famílias ditas normais, com pais que tudo fazem para dar uma vida boa aos seus filhos, a quem nunca dizem NÃO e que são tratados como verdadeiros reis. Também este tipo de educação acarreta problemas tão graves como a que se considera negligente. Pais ausentes tendem a compensar os seus filhos com todo o tipo de bens materiais, levando a uma desvalorização do esforço e do empenho por parte destes.
Mas estas linhas não têm a presunção de querer ensinar os pais a educar, transmitir valores íntegros ou criar hábitos salutares aos seus filhos, servem apenas para fazer um pequeno enquadramento das situações com que se deparam as Equipas do Programa Escola Segura.

Em 1992 foi celebrado um protocolo entre o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Educação, tendo em vista a melhoria das condições de segurança de determinadas escolas que foram consideradas prioritárias após a elaboração prévia de estudos com carácter objectivo e que passaram então a ter uma presença policial constante à entrada. Este modelo de policiamento foi considerado desajustado em 1996.
Foram então criadas a nível nacional equipas com formação específica em policiamento direccionado aos estabelecimentos de ensino, às quais foram atribuídas viaturas. A mobilidade conferida por estas viaturas permitiu alargar o policiamento a outras escolas que no modelo anterior não tinham sido consideradas prioritárias.
O Despacho Conjunto n.º 25649/2006 de 29 Novembro estipula os objectivos prioritários para o Programa Escola Segura e a Directiva Estratégica n.º10/2006 de 15 de Maio da P.S.P., introduz a designação de (EPES) – Equipas do Programa Escola Segura, e expressa quais são as Funções dos elementos policiais afectos ao programa que poderá consultar aqui.
Na 1ª Divisão do Comando Metropolitano de Lisboa, as EPES estão agregadas no Programa Integrado de Policiamento de Proximidade, que foi implementado em 2006 e têm a seu cargo cerca de 80 Estabelecimentos de Ensino que alistam anualmente 27.000 alunos, aproximadamente.
Na prossecução dos seus objectivos as EPES da 1ª Divisão proporcionam aos alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, acções de formação e sensibilização acerca dos mais diversos temas, tais como a delinquência juvenil, bullying, toxicodependência, prevenção rodoviária e segurança infantil.
Como forma de actualizar e melhorar os seus conhecimentos as EPES participam ainda em workshops, seminários e formações ministradas por entidades como a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, o Instituto da Droga e da Toxicodependência e os Serviços de Protecção Civil, entre outros.
Como não podia deixar de ser e como esta secção é dedicada a comportamentos de segurança, ficam aqui as sugestões que a Polícia de Segurança Pública disponibiliza no seu site para mais um regresso às aulas, e que se transcrevem:

CONSELHOS DE PREVENÇÃO NO MEIO ESCOLAR

Crianças e Jovens
1. Não vás a lado algum com desconhecidos. Não aceites guloseimas, dinheiro ou outras ofertas de pessoas que não conheces.
2. Evita dar continuidade a conversas com pessoas estranhas.
3. Não mostres que tens dinheiro ou outros artigos de valor, como telemóveis, jogos electrónicos, mp3, leitores de CD, etc.
4. Não alteres os percursos casa - escola - casa e, sempre que possível, desloca-te com o teu grupo de amigos.
5. Evita brincar em zonas desertas ou com pouco movimento. De preferência não brinques na rua depois do anoitecer e avisa os teus pais do local onde te encontras. Podes sempre deixar o contacto ou morada desse local.
6. Sempre que algum desconhecido te abordar, informa os teus pais, ou professor, sobre qualquer contacto ou acontecimento estranho. Nunca tenhas receio, ou medo, em falar com as pessoas que te estão mais próximas.
7. Perante uma situação de risco pede ajuda ao elemento da força policial que estiver mais perto de ti ou contacta o número nacional de emergência 112.
8. Em caso de assalto, ou ameaça, nunca ofereças resistência, e tenta memorizar as características físicas do ladrão.
9. O telemóvel pode ser um meio de comunicação importante com pais e amigos. Se o tiveres, não o transportes de uma forma ostensiva. Isso pode despertar a cobiça dos delinquentes. Transporte assim o telemóvel de uma forma discreta.
10. No telemóvel memoriza o número de contacto da Esquadra de Polícia da tua residência. Este contacto pode ser importante em caso de urgência.
Pais
O que tenho de saber sobre o meu filho?
• O horário escolar.
• Os percursos que utiliza de ida e volta para a escola e/ou meio transporte que utiliza.
• Os nomes e contactos dos colegas e amigos mais próximos.
• Os locais onde costuma brincar /frequentar.
A Segurança começa em cada um de nós!
A segurança é responsabilidade de todos. Também sua!
Participe na segurança dos seus filhos!
Nuno Lopes SET2008
Subchefe da PSP - Supervisor local das EPES da 1.ª Divisão - COMETLIS
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
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