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MAIO 2007 GESTÃO DA SEGURNAÇA” - ORGANIZAÇÃO DO DEPARTAMENTO
#1
O jornal “EXPRESSO”, na sua edição de 11 de Maio de 2007, trazia um artigo sobre os pontos críticos do País face às ameaças de sismo e actos terroristas.
Nesse artigo era desenvolvido um estudo do Concelho Nacional de Planeamento Civil de Emergência (CNPCE) em que eram identificados 89 pontos críticos, potenciais alvos de ataques terroristas e/ou localizados em zonas de grande actividade sísmica.
Nesse âmbito, foram identificados, como infra-estruturas críticas para o País, os seguintes sectores:
 COMUNICAÇÕES
 DEFESA E SEGURANÇA
 ENERGIA
 SAÚDE
 TRANSPORTES ÓRGÃOS DE SOBERANIA
 MEDIA
O aludido estudo alertava para a necessidade da “organização da segurança” nas empresas dos sectores visados, nomeadamente no que respeita aos Planos de Emergência.
Considero, no mínimo, um pouco estranho um organismo estatal considerar a necessidade de apelar às empresas com tal interesse estratégico para País que criem e treinem os seus Planos de Emergência, na medida em que a legislação em vigor já obriga a esse procedimento.
Este texto vai apontar para a necessidade de as grandes empresas, por iniciativa própria, disporem, no seu organograma, de um departamento, cuja missão seja efectuar uma rigorosa “gestão de segurança”.
Facilmente se conclui que, nesta matéria, a legislação em vigor dificilmente é cumprida e pouco ou nada fiscalizada. Estes comportamentos são o resultado de uma ausência de consciência para a problemática.
Para a maioria dos portugueses, os grandes factores de insegurança são os incêndios, potenciais sismos e só vagamente é considerada a possibilidade de um ataque terrorista.
É nossa convicção que, nas organizações com predominância para as identificadas no referido estudo, o Departamento de “Gestão da Segurança”, para ser eficaz, deverá ser composto, em número suficiente, por técnicos de segurança das duas vertentes safety e security, por especialistas em informática e electrónica e coordenados por um elemento com poder de decisão na organização. Só um grupo de trabalho com estas características terá condições de definir e aplicar um modelo de segurança adequado à organização e a cada uma das suas instalações.
Algumas das empresas focadas neste estudo terão o seu Departamento de “gestão da segurança” com uma organização muito próximo deste modelo. No entanto, uma análise mais profunda revela-nos que é vulgar encontrar na sua coordenação pessoas sem apetência para o cumprimento desse cargo.
São conhecidos casos em que estão no topo do Departamento de “gestão da segurança” pessoas cujos interesses profissionais não passam por essa área; por ali transitam enquanto aguardam um cargo ajustado à sua área de formação. Ou casos em que a organização concluiu que ficaram desajustados face aos novos desafios, mas como são dispendiosos… são colocados a coordenar o departamento de segurança. Outro desajuste identificado é o de elementos com formação apenas numa das vertentes safety (oriundos dos Bombeiros), ou security (oriundos das Forças Policiais ou Forças Armadas).
A importância da segurança é proporcional ao nível de ameaça que, convenhamos, em Portugal é baixo. Assim, o cidadão comum - que também é o trabalhador, o gerente, o administrador, em suma, a essência das organizações – transporta para o seio dessa uma forma distorcida da realidade actual no que diz respeito aos factores de insegurança e, consequentemente, a importância da segurança é mitigada.
Esta tendência só se altera corrigindo alguns preconceitos que existem a respeito desta “ciência”, chamemos-lhe assim, que é a SEGURANÇA.
A globalização, a livre circulação de pessoas e bens entre Estados, a fácil mobilidade proporcionada por rápidos e acessíveis meios de transporte, devem ser considerados fortes factores de insegurança. Neste contexto, é de vital importância que as empresas e organizações alterem a forma de abordar a temática, começando por organizar os seus departamentos de “Gestão de Segurança”.
MAI2007
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
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