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Os Números da Crimanilidade Publicado no Editorial de JUN2007
#1
A revista inglesa The Economist analisou a segurança de 121 países e concluiu que Portugal é o nono país mais pacífico do mundo. Um dos indicadores desse estudo foi o número da participação criminal registada no ano de 2006: 391 mil queixas.
Qualquer Português sabe que estes números não correspondem à verdade. Não sei como será nos países com que fomos confrontados, mas sei como é em Portugal.
No nosso País a pequena criminalidade, sendo a que mais números fornece à estatística é também a que mais queixas deixa de fora da mesma. As vítimas deste tipo de criminalidade acreditam nas polícias, mas não na Justiça do nosso País.
Os seus próprios agentes, só acreditam quando a estão a aplicar, fora desse âmbito, comportam-se como os comuns cidadãos não acreditando nela; vide o discurso dos Juízes, Advogados e restantes parceiros, todos são unânimes: A Justiça em Portugal está doente.
Essa doença transmite-se em quem dela precisa e, neste caso, são as vítimas da pequena criminalidade que não acreditam e, não acreditando, não apresentam queixa. Pensam que “não vale a pena” e, no fundo, todos sabemos que não vale!
Quando assistimos a traficantes de droga a sair em liberdade depois de condenados a 25 anos de cadeia (mesmo mantendo o principio de que até condenação em tribunal, todos são inocentes, este já tinha sido condenado); ninguém pode acreditar nesta Justiça. Os envolvidos neste processo em concreto terão as suas razões e justificações, mas nunca vão satisfazer a compreensão do comum cidadão este espera, no mínimo, que a Justiça aja com bom senso.
Se o caso anterior não bastar, existem outros, é só ler os jornais diariamente: como o do furto do creme num supermercado que se encontra ainda em julgamento.
Tenho plena consciência que a Justiça não pode ser praticada para satisfazer os meus conceitos e princípios, nem sequer tenho instrução para a analisar ao detalhe, mas como cidadão, o que espero é que subjacente à aplicação da Justiça esteja sempre presente o elementar bom senso e a mais pura equidade. Estes não têm sido garantidamente os princípios dos Agentes da Justiça em Portugal.
No caso de Portugal, para a análise ser mais verdadeira, o estudo deveria ter incidido sobre o número de crimes praticados mas não denunciados. A minha convicção é que este número seria superior em 50% devido ao facto das vítimas não acreditarem na Justiça do País.
E internamente deveria existir um estudo sobre a aplicação da Justiça e/ou a ausência da sua aplicação.
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
Responder
#2
Acredito que seria interessante saber exactamente o número de crimes praticados mas não denunciados,mas de facto estes estudos serão eles fiáveis,pessoalmente tenho algumas dúvidas.
Responder


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