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Tempos de Crise Tempos de Insegurança
#1
Sempre que o Povo é chamado a pagar sucessivos erros políticos, não só paga como sofre as consequências paralelas.

A actual crise assemelha-se às existentes logo a seguir à implementação da I Republica, em 1910.

Se consultarmos os meios de comunicação da altura, retirando-lhes a data, temos um “espelho” da actual realidade. Um Governo desgovernado, Partidos que não se entendem, um Estado mais que falido (pelas mesmas razões de hoje, mais despesa que receita), ninguém a querer investir num País nestas condições.

No que redundaram esses anos de confusão politica? Em confusão social.

Cem anos depois Portugal está exactamente na mesma.

Hoje não será tão certo que as pessoas se juntem em pequenos grupos e comecem a fazer revoluções aqui e ali como no período 1910/1927 algumas, na altura, pouco mais vitoriosas que umas horas.

Um recente estudo da responsabilidade de um Professor da Universidade de Coimbra identificou que um em cada quatro portugueses tem uma arma. Mas importa saber em que condições de utilização e mais, que vontade têm os seus possuidores de as usar quando comparado com à época da I Republica,
Porém, na realidade contemporânea devem ser considerados factores sociais completamente diferentes.

Naquele tempo as armas utilizadas para as revoltas, eram-no por pessoas com o mínimo de sentido de valores e princípios, exactamente por possuírem essas características se revoltavam contra a confusão estabelecida. Hoje a grande maioria das armas prontas a funcionar estão em mãos de indivíduos sem o mínimo de princípios ou escrúpulos.

O mais grave de tudo isto são as opções políticas em matéria de segurança. Se a insegurança é latente os meios de combate estão desmoralizados por constantes e consecutivas manobras para os desacreditar.

Manobras que vão desde Códigos Penais e Processo Penal com parte dos seus articulados que são perfeitas “armas” apontadas ao trabalho desenvolvido pelas nossas Polícias. Depois, Juízes que “zangados” com o terem-lhes tirado um mês de férias e mais umas tantas regalias, começaram por tudo e por nada a “libertar” ou manter em liberdade criminosos que lhes eram apresentados.

Como cobertura deste “bolo” entrou em vigor o Código de Execução de Penas que transforma um Guarda Prisional num Advogado/Juiz e Magistrado do Ministério Público. Simples, um preso, pode sair com um quarto da pena cumprida se tiver bom comportamento mediante Despacho do Director Geral dos Serviços Prisionais. Este colocará, ou não, a sua assinatura mediante as informações que receber, de quem? Dos Guardas Prisionais, como é evidente.

A “cereja” no topo deste “Bolo Podre”, foram as promoções de Oficiais (ainda que legitimas), deixando para trás as relativas aos postos mais baixos e como se isso não bastasse a suspensão da admissão de mais dois mil agentes de segurança (1000 para a PSP, 1000 para a GNR).

Se nesta matéria a Segurança Privada podia fazer alguma coisa, está também este sector a ser paulatinamente colocado nas mãos de um fundo financeiro, em minha opinião uma operação que não condiz em nada com o espírito da Legislação vigente para o sector.

Ora juntando todos estes condimentos, estamos perante uma potencial bomba pronta a rebentar a qualquer momento. Só espero que nessa altura exista a coragem dos mais Altos responsáveis do País de tomarem as decisões certas, embora não tenham vindo a treinar para isso, pois em matéria de Segurança tem sido um “ai Jesus credo”.

Não pretendendo ser nenhum “velho do Restelo”, limito-me a conjugar informação, constatar factos e depois expressar a minha opinião enquanto posso.
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
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