Este fórum usa cookies
Este fórum utiliza cookies para armazenar as suas informações de login se estiver registado, e a sua última visita ou não. Os Cookies são pequenos documentos de texto armazenados no seu computador. Os cookies criados por este fórum só podem ser usados neste site e não representam nenhum risco de segurança. Os cookies deste fórum também acompanham os tópicos que você leu, e a última vez que os leu. Por favor confirme se quer aceitar ou rejeitar estes cookies por definição.

Um cookie será armazenado no seu navegador, independentemente da sua escolha, para prevenir que esta pergunta apareça novamente. Você será capaz de alterar as suas definições de cookies a qualquer momento usando o link no rodapé.

Avaliação do Tópico:
  • 0 voto(s) - 0 Média
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Sentimentos de Insegurança
#1
Sou leitor assíduo da revista “Sábado” que por acaso sai à quinta-feira. Não a leio exactamente pela ordem de publicação, mas pela ordem que está arrumada na minha segunda sala de leitura. Por isso acontece estar a ler revistas publicadas há uns meses atrás, mas como a maioria dos seus artigos são intemporais creio ser pouco importante quando são lidos.

Foi o que aconteceu um destes dias, estive a ler a revista da semana de 22 a 28 de Julho de 2010. Nessa publicação três artigos apelaram à minha atenção. Até porque um deles está associado, na génese, a uma situação de sentimento de insegurança a ocorrer na margem sul.

O Primeiro, fica-se por um pequeno texto e uma grande foto bem elucidativa dos motins levados a cabo em França por jovens delinquentes com o pretexto de vingarem a morte de um outro morto na sequência de uma perseguição policial após um assalto. Situação da qual não estamos livres de poder vir a assistir em Portugal.

Outro texto mostrava a falta de respeito dos políticos pelas nossas “Secretas”, particularmente do Governo que tem a competência de nomear as suas chefias.

Neste artigo era apontada a nomeação de uma senhora, ex assessora do grupo parlamentar do PS, que passou do nível mais baixo da função pública, directamente para um dos mais altos e ainda por cima num sector tão sensível como o da espionagem. Sensível para aqueles que como eu privilegiam a recolha de informação com o objectivo da segurança do país, não tanto daqueles que privilegiam a colheita de informação em defesa do poder instituído e como forma de manter o status quo.

Esta é mais uma das muitas situações que não deveriam acontecer, mas amiúde se passam ao nível da Segurança em Portugal que, como sabemos, é dominada por um grupo de pessoas, mais ou menos discretas, que sabe muito bem o quão é importante deter e controlar a informação e segurança a todos os níveis e em todos os sectores.

O terceiro artigo a chamar a minha atenção foi o da partilha dos táxis, situação comum em muitos países, quer por uma questão de poupança monetária, quer por uma questão ambiental, mas prática difícil, senão impossível, de implementar em Portugal.

Em minha opinião a partilha de táxis por pessoas que não se conhecem está muito associada à insegurança latente nas nossas urbes. Na partilha de um táxi a última pessoa a entrar tem receio de vir a ser alvo de algum tipo de ataque pelo cliente que já lá está.

Para este sentimento de insegurança contribui e muito as constantes notícias de sucessivos ataques aos utentes dos transportes públicos. Vide o que sucede amiúde no “metro” da margem sul, especialmente na zona do Pragal, mas que não é devidamente combatido por parte das autoridades, segundo uma das responsáveis locais da PSP, pela simples razão: “…a criminalidade no concelho reduziu 4%...”.

Será que alguém explica a esta Oficial da PSP que possivelmente reduziu porque as pessoas desacreditaram nas Polícias e nos Tribunais? Será que reduziu porque as pessoas não se sentindo apoiadas pela sua Policia têm receio de represálias por parte dos meliantes? Será que reduziu porque a Senhora Oficial leu um relatório onde não estão inscritos todos os crimes (vulgar acontecer, como o que acontece com os dados, quase sempre “trabalhados”, dos Relatórios de Segurança Interna).

A insegurança vai continuar a estar presente enquanto alguns oficiais e responsáveis pela segurança entenderem dar primazia aos discursos políticos (do não se passa nada está tudo bem!), para agradarem ao poder instalado, em detrimento de combater as realidades criminais que estão à vista de todos menos de alguns responsáveis pela segurança pública, mais preocupados com a segurança “pessoal” deles próprios.
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
Responder


Saltar Fórum:


Utilizadores a ver este tópico: 1 Visitante(s)