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Cimeira da Nato - O brinquedo é meu!
#1
Escrevo este texto antes da realização da Cimeira, correndo assim o risco que se corre quando expressamos opiniões antecipadamente. Mas como a minha pretensão é reflectir sobre o assunto não tanto analisar actuações é um risco assumido.

Desde que se começou a falar sobre a cimeira da NATO de Lisboa em Novembro de 2010, e das suas implicações na segurança da cidade e até do país que a PSP assumiu a visibilidade relativa à responsabilidade da operação.

Esta operação, como outras também de larga escala, não se livrou de polémicas. Das quais destacamos: a compra de viaturas blindadas extremamente caras, mas que se suspeita não chegam a tempo, outras também excessivamente dispendiosas para transportar convidados do Estado quando as finanças do país estão no estado que sabemos, houve os Agentes que através de um dos seus sindicatos anunciaram uma greve e não nos podemos esquecer dos custos elevadíssimos, desproporcionais e desadequados para os tempos que correm de toda a organização do evento. Porém, não é esse o tipo de abordagem que pretendo fazer.

Gostaria mais de ponderar sobre qual a força que deveria assumir esta operação. Na minha modesta opinião deveria ter sido a Protecção Civil Nacional.

Louco! Dirão aqueles que concebem as leis de segurança do nosso país. Mas louco porquê? Pergunto eu.

Se tivermos em consideração que esta operação envolve todos aqueles que estão identificados como agentes de Protecção Civil (quando esta actua no actual quadro das suas competências) porque não ser a Protecção Civil a assumir o controlo de toda a operação?

A questão está em que a sua Lei orgânica da Protecção Civil não permite, mas deveria permitir. Deveria estar perfeitamente adequada a coordenar também este tipo de operações. A composição do seu comando deveria ser adequada à situação em presença e não tanto “aquele” comando para um conjunto de situações pré-definidas.

Isso evitava respostas como as dadas pelo responsável pelo SEF aos media: “…não revistamos o conteúdo das bagagens, porque isso é competência da GNR, nós só temos competência para analisar os documentos e os habitáculos das viaturas, cargas não podemos…” então e se a ameaça vier escondida num contentor?...Pois!?

Este tipo de situações de perfeita identificação das “quintas” (bem vedadas) pode colocar em risco toda uma operação, porquê? Porque a responsabilidade é de uma Polícia do mesmo nível, ora se estivéssemos num quadro de actuação da Protecção civil (se a Lei o permitisse) todos fariam tudo, ou pelo menos um Comando mais elevado colocaria fim a algumas barreiras das “quintas”.

Percebe-se a ânsia de protagonismo, no caso da PSP se tudo correr bem ficam bem vistos e lá deixa de se falar durante um período de tempo das condições de trabalho dos Agentes. No caso de algo correr menos bem existe sempre a desculpa: “As viaturas blindadas não chegaram a tempo”, pergunto: porque não aceitaram a oferta da GNR?

Esta demarcação de terreno de actuação caía por terra se tudo fosse coordenado pela Protecção Civil Nacional.

Desejo francamente uma operação de segurança sem incidentes graves para bem de todos nós.
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
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