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A Segurança nos Táxis
#1
O Táxi, como qualquer outro transporte público, tem associado um conjunto de factores de insegurança. Os actos de insegurança, habitualmente públicos, são referentes a ataques aos motoristas, raras são as situações de ataques a clientes.
Porém, quem necessitar de um táxi em Lisboa poderá ser confrontado com um motorista muito pouco amistoso ou até, numa primeira análise, que não inspire qualquer confiança.
Esta sempre foi uma indústria com características muito especiais. Na maior parte dos casos a rentabilidade das viaturas (circular durante mais tempo) era garantida em regime de part-time por profissionais de outras áreas e/ou até por aposentados, na generalidade ex-funcionários públicos (reformavam-se mais cedo) e em particular elementos ligados às forças policiais. Esta característica transmitia aos utentes uma certa segurança.
Hoje, se visitar-mos as praças de táxis e/ou mandar-mos parar um carro em qualquer artéria da Cidade de Lisboa podemos ser confrontados com elementos com muito mau aspecto que em qualquer outra condição nos afastaríamos. Não se trata apenas do aspecto, se não quisermos ser preconceituosos, podemos sempre visitar os habituais locais de venda de droga em Lisboa ou até os locais de distribuição de metadona, veremos sempre por perto um táxi e nem sempre sem cliente lá dentro, na maioria dos casos…sem o condutor.
Acredito que as reformas da função pública (mais consistentes) associado ao conjunto de factores de insegurança a que estão sujeitos os motoristas de táxi, afastem o tipo de condutor a que estávamos habituados; agora daí aos Patrões contratarem qualquer um para conduzir o seu carro apenas numa lógica de rentabilidade, colocando em risco quem se serve deste tipo de transporte, não me parece correcto.
A tudo isto, podemos somar os carros que garantidamente não passavam numa inspecção de acordo com a Lei, os motoristas que insistem em fumar dentro dos carros (mesmo com o braço de fora) e a falta de higiene do carro e condutor. Meus caros, a grande maioria dos táxis em Lisboa estão uma verdadeira desgraça no âmbito do bem-estar e segurança para o utente.
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
Responder
#2
Cool 
Meus caros
Este tema de facto é alarmante quando por exemplo apanhamos um taxi na praça das Amoreiras e o condutor para alem de nem sequer ter o cartao profissional e do seu aspecto, ainda pàra o carro no casal ventoso, para se "aviar", prosseguindo depois a sua viagem como se nada tivesse acontecido.
Um outro exemplo que tenho para dar, volta ao ano de 2003, quando era porteiro de um bar, em que a sua grande fasquia de clientes são estrangeiros, e um dos taxistas que por lá paravam, ou estava bêbado, a ressacar, ou até chegava ao desplante de dormir, e sempre com o carro "cheiroso".
Tenho mais tristes exemplos para dar desta area profissional, mas teria muito que escrever,portanto fico-me por aqui. Há também bons profissionais, que ainda tentam dignificar a sua classe, mas são estrondosos, inúmeros e alarmantes os maus exemplos que por aí se falam, que estes nem se ouvem. Assim acontece o mesmo com a classe da seguarnça privada e até com a classe dos agentes\militares de segurança publica.
A minha opinião relativamente a este tipo de assunto é apenas uma, quem realmente quer voltar a intruduzir no dicionario português as palavras profissionalimo e dignidade.

Atentamente
Jsantiago
JSantiago
Responder
#3
Boas noites a todos.
Sr. Júlio Santos e Sr. J. Santiago. Desculpem mas não concordo com vossa opinião, na sua totalidade e deixem-me que vos diga, á quanto tempo não apanham um táxi?
Não chegamos ao ponto de, daqui a pouco dizer que também são assassinos e outras coisas. Facto é verdade que existem ainda alguns motoristas que não respeitam a profissão, mas para caso não saibam actualmente existem e são obrigatórios, cursos para exercerem a profissão de Motorista Profissional (e por sinal, com mais horas de Formação que actualmente um vigilante tem), que é pago pelo Motorista. Não quero errar, mas custa ao este, aproximadamente cerca de 1000€. Não vejo drogados ou bêbados a despender desta quantia para tirar o curso.
Para concluir… Existem sim alguns casos, mas actualmente no que toca aos motoristas, acho que estão mais Profissionais que antigamente.
Alexandre Pais
Equipa de Suporte
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[Imagem: signature.png]
Responder
#4
Ok. Pais, respeito a tua opinião, mas estás convidado a fazer umas visitas, sugiro a três locais, e horas: 1.º Carrinha da metadona, em frente à esquadra de St.ª Apolónia todos os dias entre as 17:15 e as 17:45; 2.º Qualquer supermercado de droga em Lisboa (escolhe tu) para lá durante duas horas, preferencialmente entre as 9 e as 12H e depois das 20H às 02h, por último um posicionamento no local de muito tráfego, entre as 18 e as 20H sugiro: Rossio ou Restauradores, também uma hora ou duas. No final, fazemos um balanço e terás de admitir que a quantidade de motoristas com comportamentos inadequados, carros por lavar, motoristas a fumar, mal-vestidos e mal-cheirosos, são muitos mais do que aqueles que crês haver. Não posso deixar de referir os bons profissionais, também os há e bastantes, ainda bem.
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
Responder
#5
Sim Julio, mas não são três locais e talvez mais alguns que vão fazer ver a imagens dos Motoristas. Eu sei que anda aí muito Condutor que esteja nessas condições, mas senão repara. Já reparaste a quantidade de pessoas/utentes desses mesmo transportes Públicos que os utilizam? Porcos mal cheirosos drogados bêbados? Agora imagina se cada um deles que utiliza o táxi, ou outro transporte Público vomitar dentro da viatura ou mesmo outras situações mais degradantes? Será que com um paninho o carro vai deixar de cheirar mal? E imagina esse cenário duas, três, ou mais vezes ao dia? Não falo do motorista, pois esse concordo, tem de estar limpo e apresentável. Adiante, o carro. Imagina os lugares onde eles têm que passar para deixar o cliente? Terra, pó, lama, Poluição.
Continuo a acreditar que é uma minoria, graças a Deus, aqueles que fazem manchar tal profissão.

Já agora, ainda um reparo ao Sr. J. Santiago, cito:
"o condutor para alem de nem sequer ter o cartao profissional e do seu aspecto, ainda pàra o carro no casal ventoso, para se "aviar", prosseguindo depois a sua viagem como se nada tivesse acontecido."
meu amigo, se isso aconteceu, que não vou duvidar, o mais grave não foi acontecer, mas sim deixar acontecer, pois acabou por ser ser convivente com a situação.
Alexandre Pais
Equipa de Suporte
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[Imagem: signature.png]
Responder
#6
Boa tarde caro ADJS, mas eu há menos de um mês que nao faco uma viagem de taxi, isto em resposta á sua pergunta.
Como havia referido, ja trablhei na noite como porteiro, e exemplos como o que referi anteriormente, são testemunhos verdadeiros, porque eu vi-os, nao me contaram (o que poderia ser apenas uma conversa feita por alguem que por algum motivo qualquer possa ter tido divergencias com os motoristas e levantar falsos testemunhos). Como també referiu o sr. Julio S., eu respeito a sua opiniao mas claramente que nao concordo com a mesma.
Como anteriormente ja havia referido, é uma pena ter tido mencionado aqueles maus exemplos, mas sao um facto imotavel, e que podem ser vistos por qualquer cidadao (basta usar os exemplos referidos pelo sr. Julio).
Nao sei se pertence ao ramo ou nao, mas o meu pai ja o foi, tenho muitos amigos que o sao (amigos que foram adquiridos enquanto era porteiro), e ate estes dizem que cada vez isto esta pior entre a sua classe profissional.
Agora, pergunto-lhe eu, há quanto tempo é que o sr. nao anda de taxi e nao conversa com eles.
Eu raramente nao tenho tema de assunto para discutir com eles, enquanto faco a viagem.
Siga o conselho do sr. Julio, e veja com os seus olhos a realidade dessa dignificante mas tao "desrespeitada" profissao, nos dias de hoje.
Atentamente
Jsantiago

P.S.
Ja agora, ADJS, diga-me era noite, estava no casal ventoso, (e nao trago nenhum S ao peito nem uma capa), mediante isto, diga, o que deveria de fazer?
JSantiago
Responder
#7
Relativamente ainda ao que o sr. ADJS referiu, deixe tambem que lhe diga, que "cursos"? Nao sei ate que ponto pessoas que nao estam habilitadas (ou por nao terem o minimo obrigatorio ou por estarem ilegais) podem fazer cursos.
Depois, sao n os testemunhos de taxistas que referem como esses ditos cursos sao feitos. O vigilante, costantemente (isto no caso daqueles que se dediquem-se à profissao porque têm gosto na mesma), fazem cursos constantemente, ou sempre que existam, ou diariamente no seu local ou locais de serviço. Com isto, e como tambem referiu o sr. Julio Santos, existem de facto bons profissionais ainda nos taxis, mas ao contrario da sua opiniao, eu acho que cada vez sao em menor numero.
Este tema, em parte, deveria servir para alertar os clientes, dos riscos que tambem correm por apanharem um taxi numa grande cidade, como por exemplo Lisboa.
Outro aspecto que tambem tenho de mencionar, è o seguinte, nao sei onde è habitualmente apanha os taxis, mas a esmagadora maioria nao corresponde à discricao feita por si, a nao ser apos as 22h e nem em todos os locais da cidade, como è obvio, em relacao a esses ditos profissionais, ja nao podemos dizer o mesmo.
Sr. ADJS, como jà havia dito, nao sei se è colega ou nao, mas de facto, se passar de quinta a sabado no cais do sodre no Verao, no Inverno de sexta e sabado, entre as 01h e as 06h, vai ver que alguns dos exemplos que mencionei correspondem à verdade, se fosse policia, dizia-lhe para passar tambem na praca de taxis do aeroporto da portela, e via a quantidade de ilegais que por la anda com cartoes falsos ou que nem sequer sao os deles, porque a foto esta ilegivel e por ai a fora.
Infelizmente, o que nao faltam sao maus exemplos, que neste tema de falta de segurança devem e têm de ser mencionadas, afim de haver mais pessoas informadas dessas ocorrencias, para se procaverem.
Para terminar, espero que siga as indicacoes dadas pelo sr. J. Santos, e vera que de facto a classe profissional dos taxistas nao esta mal, esta pessima. Esta é a esmagadora opiniao inclusive dos proprios taxistas que sao o bom exemplo da sua classe profissional, que o fazem com dedicacao e com brio.
Atentamente
J. Santiago
JSantiago
Responder
#8
Caro Sr. J.Santiago, como eu referi anteriormente, não deixam de ser alguns testemunhos contra os milhares de táxis a circular em Lisboa.
Você podia citar 100 casos deles que continuavam a ser uma minoria.
E já agora, uma vez que trabalhou como Porteiro num bar, evidentemente que a Probabilidade de encontrar alguns motoristas menos profissionais é maior. Mas continua a ser uma minoria.
Não sou muito utilizador de táxis (de Lisboa), mas falo e convivo diariamente com dois deles. (táxis de Lisboa).
Ainda relativo aos cursos, como lhe digo, são legítimos, pelo valor tem de ser mesmo, e claro, só tem acesso quem cumpra os mínimos, pois os requisitos de acesso à certificação Profissional de Motoristas é praticamente igual a qualquer outra Profissão em geral, mais coisa menos coisa. E sim existem também cursos de reciclagem para os motoristas de táxi, veja só que até têm de aprender a falar algumas frases em Inglês.
Uma vez que puxou do assunto, e é um aparte, pois aqui falamos na Segurança nos Táxis de Lisboa, já nem vou falar dos cursos que um vigilante tem, quando você diz que os vigilantes fazem cursos constantemente, só pode estar a falar de você e meia dúzia deles. Se está no ramo, já se esqueceu quando foi a Expo 98? Tem uma pequena ideia de quantos indivíduos entraram para as empresas de Vigilância sem o curso? E tem ideia de quantos desde essa data, não fazem sequer um curso de reciclagem? não vou comentar mais este assunto.
Bom para concluir e vou deixar aqui a minha opinião final, pois não faço intenções de prolongar mais a minha opinião.
Acho e quero acreditar, que actualmente existe mais rigor e profissionalismo nesta profissão.

PS: certamente o seu destino não foi o Casal Ventoso, logo não precisava de ter um "S", mas no destino, um papel e uma caneta faziam milagres, e via que daqueles motoristas que existem por ai em Lisboa a difamar a Profissão, já era menos um que contava para a estatística. Se calhar era o que os utentes deviam de fazer. De certeza que “andávamos melhor”.
Cumprimentos a todos.

[Imagem: candeeiro.gif]
Alexandre Pais
Equipa de Suporte
---@@@---

[Imagem: signature.png]
Responder
#9
Hilariante... Miguel Esteves Cardoso in “Os meus problemas”: “Os motoristas de táxi (pelo menos, os de Lisboa) são invariavelmente fanáticos de uma espécie ou de outra. Ao contrário dos barbeiros, que observam o devido respeito e silêncio, os «choferes de praça» utilizam os clientes que transportam como tempo de antena para as opiniões mais estrambólico-radicais que há. A principio, quando se entra tudo parece bem. Mas, mal surge uma luz vermelha ou uma camioneta a atravessar-se, começa o delirante intróito. Se um rapaz coxo tropeça num buraco da estrada e interrompe momentaneamente o trânsito, o subtil filósofo atrás do volante opina logo «Esta malta assim era toda para matar à nascença». Se o cliente deixa passar, o homem vai mais longe: «Como fazem na Dinamarca – lá, um puto que nasça enjeitado vai logo para o forno.» Se defendermos a impecável cultura dinamarquesa, o motorista contradiz-nos respeitosamente: « O senhor desculpe, mas eu tive lá um primo e até já estive em tempos para ir lá, que isto aqui não dá nada. Esta cidade era toda para deitar abaixo!».
Os motoristas de táxi ouvem programas muito esquisitos que o comum dos mortais não consegue apanhar nas suas telefonias e que repetem continuamente o repertório da cantora Maria de Lurdes Resende. São interrompidos por mensagens altamente irritantes com moradas irreconhecíveis: «Poço do Cardeal, porta do cemitério...Cinema Budapeste, buscar seis pasteis de nata... Hernâni, fala para a tua mulher...Boîte Seis Leopardos...Segue o 96...».
Todos os motoristas de táxi odeiam os outros meios de transporte. Se vêem um fatigado vendedor num Fiat 600, com o banco de trás cheio de caixotes de peúgas, rosnam «Ninguém tem dinheiro, mas a verdade é que estes sacanas andam todos a passear...Ó caramelo! Tira lá essa merda da frente!...Se fosse comigo proibia a gasolina...quem trabalha usa “gazóile” e o resto é conversa!». Quando passa um autocarro, contam sempre um episódio ocorrido na véspera, presenciado com os próprios olhos («estes que a terra há-de comer»), em que um autocarro desgovernado atropelou uma manifestação contra os salários em atraso ou um destacamento de freiras polacas. «Ó meu amigo, - dizem eles (os motoristas de táxi têm um único amigo: é o cliente que vai no carro, porque o resto do mundo é todo para abater), - estes gajos da Carris bebem um garrafão de tinto ao almoço e depois admiram-se! Obrigadinho...!». No fundo, acham graça.
À excepção dos motoristas comunistas, cujos automóveis parecem cenários do pós-holocausto, quase todos «choferes» parecem ser da extrema-direita. São da extrema-direita mais extrema, porque ao contrário dos outros, odeiam a policia. «O mal do Salazar, meu amigo, foi ter amor aos pretos, - dizem eles, - ainda há bocado, levei uns ao São Jorge...está a ver como eles agora até ao cinema vão?! Entraram-me no automóvel, que até nem é meu, e dizem-me assim, armados em patrões “Era para o São Jorge, se faz favor”. Já viu? Se fosse comigo, mandava-os todos para a Suiça, ainda a semana passada levei lá um casal inglês em serviço, que na Suiça prendem os pretos numas jaulas que lá têm, sim porque a Suiça não é como esta merda, eu até tenho vergonha de ser português, ah pois tenho!, olha este espertalhão a ver se mete o bico...tira lá essa*****! da frente e vai ***** a tua *****!... O meu amigo quer ir pelo Saldanha ou pela Paiva Couceiro?».
Responder
#10
Paulo, simplesmente fabuloso, sem palavras, aguardo a resposta do nosso amigo ADJSP
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
Responder


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