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Análise da Ameaça
#1
Introdução
A palavra Ameaça – Dic.: Gesto ou atitude que dá a entender a alguém que se lhe quer fazer mal – começou a fazer parte mais regularmente do nosso vocabulário após o 11 de Setembro de 2001, dia que ficou conhecido como: “o dia que mudou o mundo”. O facto é que diariamente todos somos alvo de diversas ameaças e estamos expostos a uma imensa variedade de factores de insegurança. Individualmente, interpretamos e reagimos à ameaça de uma forma instintiva. Essa reacção está associada à capacidade de sobrevivência humana. Logo, na maioria dos casos, a análise do Nível de Ameaça é bem efectuada e leva-nos a reagir adequadamente ao factor de insegurança em presença. A dificuldade surge quando a nossa missão é avaliar a ameaça perpetrada a outras pessoas ou a bens alheios. Encontramos, com alguma facilidade, informação sobre factores de insegurança, a forma de os prevenir e combater; porém, muito dificilmente encontramos algo que nos elucide cabalmente de como avaliar o nível da ameaça. A missão de avaliar a ameaça coloca sempre uma dúvida: Qual a sua veracidade e nível? Em alguns casos, quem tem o encargo de avaliar o nível da ameaça não teve contacto com o ameaçador, esta situação potencia a probabilidade da informação já se encontrar deteriorada o que dificulta a sua análise. Objectivo Este documento foi elaborado com o objectivo de auxiliar quem, perante uma ameaça, tem de decidir e tomar as decisões: O que fazer? Quando fazer? Como fazer? Desenvolvimento A análise das: motivação, oportunidade e meios, pode ser complementada com as análises do Ciclo de Produção da Informação: confiança da fonte, conteúdo da mensagem e veracidade.
Motivação = (Fonte + Porquê?)
p.e.: O interlocutor tem pronúncia identificável e aponta como motivação uma causa conhecida e/ou definida?
Oportunidade = (Quando? + Onde?)
p.e.: A hora referida para o início da acção é de muito movimento. O local está referenciado como acessível
Os Meios = (Veracidade + Como?)
p.e.: O interlocutor faz referência a pormenores de acontecimentos anteriores do mesmo género e dá indicações de como procedeu para atingir o seu objectivo

- Confiança da fonte: Confiança absoluta; Habitualmente de Confiança; Sem confiança; Não pode ser avaliada
- Conteúdo: O que aconteceu? Quando Aconteceu? Onde Aconteceu? Como Aconteceu? Porque Aconteceu? - Veracidade: Verdadeira; Provavelmente Verdadeira; Possivelmente Verdadeira; A verdade não pode ser avaliada Credibilidade Tendo como exemplo uma ameaça de bomba e o meio de comunicação escolhido para a efectuar o telefone. O resultado da avaliação consegue enquadrar a ameaça na seguinte escala.
A
Certa
p.e. O Interlocutor exprime-se numa língua estrangeira, tem uma pronuncia identificável; aponta como motivação um acontecimento que não oferece dúvidas quanto à sua existência. Informa que colocou a bomba num local acessível. Fornece uma hora certa para a deflagração e referencia que nos vai acontecer o mesmo que em anteriores actos ocorridos dos quais temos conhecimento.
B
Altamente provável
p.e. O Interlocutor tem uma pronuncia identificável aponta como motivação um acontecimento que não oferece dúvidas quanto à sua existência, informa que colocou a bomba num local acessível, não fornece informação quanto à hora da deflagração e referencia actos que desconhecemos e/ou que vão acontecer em simultâneo
C
Relativamente Provável
p.e. O interlocutor fala correctamente Português não tem qualquer pronuncia e apela a uma causa estrangeira conhecida. Informa ter colocado o engenho num local de acesso controlado e desliga abruptamente;
D
Improvável
O interlocutor não tem qualquer pronúncia, fala correctamente Português, apela à causa estrangeira conhecida diz ter colocado o engenho num local altamente controlado, ouvem-se risos por detrás, no decorrer da chamada conversa com terceiros e desliga abruptamente;
E
Desconhecida
p.e.: A ameaça chega por escrito ou através de terceiros dos quais não conseguimos avaliar a credibilidade ou esta é duvidosa.
Em resumo, o Nível da Ameaça corresponde aos níveis recolhidos no decorrer das análises anteriormente descritas.

GRAVIDADE
O grau que atribuímos ao Nível da Ameaça fornece indicadores quanto à gravidade do impacto nas pessoas e bens e poderá responder à questões: O que fazer? Quando fazer? Como fazer?
1
Sem importância
2
Grave
3
Muito Grave
4
Fatal
Efectuadas as análises anteriores estamos em crer que a decisão tomada será, na grande maioria dos casos, de acordo com o nível de ameaça. Devemos ter presente que o compromisso da Segurança é, em primeiro lugar, para com as pessoas e só depois para com os bens. Neste contexto, é importante equacionarmos a evacuação da instalação alvo. Coloca-se sempre a questão quando iniciar a evacuação? Antes de iniciar eventuais buscas? Só depois de encontrar algo suspeito? Não é uma decisão fácil!
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
Responder
#2
Ao longo do meu percurso profissional aprendi duas verdades:
As ameaças devem ser sempre cuidadosamente analisadas.
A evacuação deve ser uma decisão muito bem ponderada.
Não é efectivamente uma decisão fácil e a tomada de decisão irá ser sempre feita consoante a credibilidade da informação. Não invalida, que enquanto se faz a avaliação para se decidir em conformidade, não possam ser tomadas medidas como por exemplo organizar equipas de busca e que se a ameaça for relativamente provável se possa até “encerrar” a instalação sendo que quando se fala em encerrar é em não permitir a entrada de mais pessoas, possibilitando no entanto a saída dos utilizadores que já se encontram no seu interior. Não esquecer também, que um alarme precipitado pode motivar uma situação grave de pânico sendo que por esse motivo só um grupo restrito de pessoas é que deverão ser conhecedoras e mantidas ao corrente da situação. No exemplo da ameaça de bomba via telefone as verdades acima referidas ganham plena dimensão até porque se considerarmos de forma prematura a evacuação da instalação, pode acontecer que a pessoa(s) que fez a chamada repita a “graça” ou pode encorajar situações idênticas.

Se a informação for credível e a ameaça provável, então deve-se decidir pela evacuação de todas as pessoas, conforme planos de emergência previamente definidos de forma a garantir a sua segurança.
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