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INEM/Bombeiros - A organização necessária
#1
Depois de alguns textos aqui deixados sobre esta velha quezília, eis que nos congratulamos com a visão de uma luz ao fundo do túnel. As recentes declarações da Secretária de Estado da Saúde acalmam algumas turbulências resultantes do embaraçoso e vergonhoso caso de Alijó.

Contudo, a anunciada previsão de uma Rede Nacional de Ambulâncias é pouco, muito pouco para acabar de vez com as deficiências que apresenta o transporte de doentes em Portugal; quer seja em situações de pré-emergência, quer seja, em situações de mero transporte.

O INEM foi a primeira entidade a desvalorizar a emergência pré-hospitalar ao retirar um elemento à tripulação das suas ambulâncias (era um motorista+dois tripulantes passou a ser um motorista/tripulante+um tripulante. Este foi um sinal para que nas corporações de Bombeiros também as guarnições fossem reduzidas. Nos corpos de Bombeiros este tipo de serviço é, na maioria dos casos, assegurado por assalariados, ora se o INEM reduz as suas tripulações, também os Bombeiros se sentem nesse direito.

Outra questão é a classificação de acto médico a utilização de um desfibrilhador. Confesso que pessoalmente tenho algumas dúvidas quanto a este assunto. Por um lado sei que actualmente os equipamentos são de tal forma automáticos que quase permitem a utilização por um leigo; por outro lado, também sei das insuficiências de formação em algumas corporações de Bombeiros.

Na minha opinião, a forma de resolver esta e outras questões está na profissionalização! Há muito que defendo o assumir de corpos de Bombeiros mistos (utilizo a palavra “assumir” porque a maioria hoje em dia já são Corpos Mistos, mas ainda são tratados como Voluntários). Os Corpos Mistos trazem mais responsabilidades ao Estado e às Autarquias.

Poder-se-ia começar exactamente pela total profissionalização de Unidades de emergência pré-hospitalar e transporte de doenças dentro dos corpos de Bombeiros, as quais se poderiam chamar de UNIDADES DE SAÚDE. Estas Unidades seriam compostas, na sua maioria, ou exclusivamente, por profissionais que actuariam a partir de instruções dos CODU. Uma decisão estratégica deste tipo melhorava consideravelmente os níveis de serviço da prestação de socorro e transporte de doentes.

Uma cabal organização e enquadramento legal do transporte de doentes poderiam sustentar, do ponto de vista económico, uma eficaz emergência pré-hospitalar. Quer isto dizer que os recursos gerados pelo transporte de doentes teriam obrigatoriamente de ser utilizados na Unidade de Saúde (se assim se quiser chamar). Outra das valências possíveis de gerar receitas desta Unidade seria a prestação de serviços de enfermagem, acompanhamento de doentes a acamados, etc.. Aliás, tarefas já hoje desempenhadas por algumas Corporações de Bombeiros para garantir verbas que vão suprir outras dificuldades.

Ora, se o Estado criasse e dotasse os Bombeiros das tais Unidades de Saúde e lhes deixasse uma autonomia regulada, estou convicto que os nossos Bombeiros saberiam resolver o já longo e mui caro, pois algumas vezes é pago com vidas, socorro pré-hospitalar.
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
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