Este fórum usa cookies
Este fórum utiliza cookies para armazenar as suas informações de login se estiver registado, e a sua última visita ou não. Os Cookies são pequenos documentos de texto armazenados no seu computador. Os cookies criados por este fórum só podem ser usados neste site e não representam nenhum risco de segurança. Os cookies deste fórum também acompanham os tópicos que você leu, e a última vez que os leu. Por favor confirme se quer aceitar ou rejeitar estes cookies por definição.

Um cookie será armazenado no seu navegador, independentemente da sua escolha, para prevenir que esta pergunta apareça novamente. Você será capaz de alterar as suas definições de cookies a qualquer momento usando o link no rodapé.

Avaliação do Tópico:
  • 0 voto(s) - 0 Média
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Voluntariado versus Profissionalismo III
#1
Parte final: Nem a provocação de me referir a uns como profissionais (logo no tópico), e implicitamente chamar aos restantes amadores não trouxe mais comentários. Voltando ao sério, no seguimento de notícias da semana passada e das quais o Zé Júlio enviou cópia do D.D. aos moderadores, o caminho para profissionalizar os bombeiros está traçado. A classificação dos voluntários para poder aceder à carreira como profissional vai tornar-se uma realidade. Quem vai pagar a profissionalização dos bombeiros? Este tema foi aflorado na segunda parte deste tópico. Na prática seremos nós enquanto contribuintes a fazê-lo, seja através do Orçamento Geral do Estado, seja de uma taxa específica, seja através do aumento do seguro do automóvel (a hà muito cobrada taxa para o SNB -agora ANPC, sim já repararam na factura da vossa seguradora?). Na prática vamos começar a pagar mais, pois além da mencionada taxa, mutios de nós são associados e pagam quotas para a associação de bombeiros local; mas como já sabem pagaremos mais. Para os bombeiros será uma responsabilidade acrescida, pois o respeito de que gozam agora já é questionado em situações como as dos fogos florestais e se o que acontece em Lisboa, Porto, Setúbal, Faro entre outros se estender ao resto do País, i.é a profissionalização, o respeito dará lugar à exigência, pois se são funcionários, queremos um em cada rua como os polícias e os médicos, e se são pagos devem trabalhar mais e melhor. Isto é o que em termos de vox populi se começará a ouvir. Assim sendo será útil que se começe a preparar a transição para o sistema misto e para a definitiva profissionalização com muita atenção a este pormenores, pois sempre haverá lugar para o voluntariado, mas quando se toma a via do funcionalismo aos males existentes acrescenta-se um mundo novo.
Responder
#2
O modelo de profissionalização de bombeiros
O futuro não perdoa. Quer queiramos, quer não, as Associações faliram enquanto gestoras dos Corpos de Bombeiros. Esta é a realidade. Não há sócios suficientes, não existem Dirigentes suficientes e com a qualidade necessária para as exigências.
A profissionalização dos Bombeiros será uma realidade a breve trecho. O problema está em encontrar um modelo ideal à nossa sociedade que, desde tempos muito remotos, sustentou esta responsabilidade na sociedade civil, esperando que “o bom ofício” dos voluntários suprisse a falta de empenho do Estado nesta matéria.
Sempre foi bonito pertencermos e/ou sermos Bombeiros Voluntários, estes Homens e Mulheres são olhados com carinho e considerados por toda a população e têm dado muito jeito aos sucessivos Ministros das Finanças desde os tempos idos da Monarquia.
Mas o facto é que este conceito está mudar e temos de ser realistas.
Não concordo com o Raul quando diz que vamos querer um Bombeiro “a cada esquina”. O Povo está habituado aos Voluntários e vai “desculpar”, por assim dizer, as eventuais falhas durante muitos anos. Podemos analisar o caso dos Profissionais que existem em muitas cidades, como Lisboa, Porto Setúbal etc., nunca ouvimos nenhuma reclamação grave relativa aos Bombeiros como se ouve, por exemplo, do IMEN, porquê? Porque o Povo desculpa os Bombeiros. Por estes serem Voluntários e fá-lo-á durante muitos e muitos anos mesmo que sejam Profissionais.
No meu entender o Estado tem é muito rapidamente de encontrar um modelo para transferir a responsabilidade dos Voluntários para os Profissionais. Deixo alguns exemplos:
- Todos os Corpos de Voluntários passarem a mistos durante um período de transição;
- A passagem imediata (após formação e integração na função publica) dos Voluntários a Profissionais;
- A não admissão de mais Voluntários e os que entram a partir de determinada data só serão Profissionais.
Tal como tem de definir o formato de financiamento:
- Só através do Estado central em orçamento geral;
- O Estado central em conjunto com as Autarquias, através do Orçamento Geral do Estado e de contribuições a cobrar em cada Concelho de acordo com as suas necessidades;
- O estado central, as Autarquias e o tecido empresarial da zona através da Legislação do mecenato.
As possibilidades para uma e outra coisa são muitas. Porém, no meu entender, todas elas serão polémicas porque existem muitos “parasitas” a viver e a sustentar egos à custa dos Bombeiros.
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
Responder
#3
Oh Meus caros Amigos
Numa citação curta e não suficientemente grossa em Portugal não poderá haver períodos de transição ou organizações mistas, como agora dá jeito afirmar.
Quando quiserem ter Bombeiros Profissionais, como nas cidades que vocês dizem, têm de acabar de vez com os Voluntários, ou seja, estes, passam a ser Associações de Ambulâncias e carros de fogo parados.
Estive recentemente nos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo, cuja cidade, também tem Municipais. Pois bem meus amigos, os Municipais trabalham de dia e os Voluntários durante a noite. Quando há Bernarda da grossa vêm os de Ponte de Lima, da Ponte da Barca, de Barcelos. de Monção, ets e todos Voluntários.
para mim, caros amigos estão todos vós enganados, excepção seja feita a quem tem de pagar. Logicamente que o Governo vai controlar mediaticamente os fogos ou não fogos e quem vai pagar são os Municípios. leiam as futuras competências dos Comandantes Municipais. Funcionalmente os Voluntários vão depender de tudo o que é Municipal e hierarquicamente vão depender da ANPC, ou seja, Ministério da Administração Interna.
Para quem viu e ouviu como eu o Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Dr. Duarte Caldeira afirmar que não estava mais disponível para novo mandato à frente da Liga e, recentemente vem dizer que, face, aos inúmeros pedidos reconsiderou e irá candidatar-se a novo mandato, «comprando» o eventual novo Presidente da Liga que muito estimo mas que passarei a ser um opositor acérrimo, facilmente chegamos à conclusão que andámos, andamos e andaremos a brincar aos Bombeiros.
Convém dizer que, coincidência ou não, que o Governo deu o seu apoio para que o lugar de Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses passe a ser um cargo muito bem remunerado.
Solicito aos vários membros deste forum que procedam a uma leitura ligeira de toda a legislação que tem saído, caso contrário, não perceberão muitas das coisas que se vão passando nos telejornais e nas situações do dia a dia.
Relembro que todo o material de fogo e pré-hospitalar dos Bombeiros Voluntários é propriedade dos sócios dessas Associações. Uma vez mais solicito que leiam a legislação, por ex. sobre a matéria em causa.
Um dia destes, caso o nosso amigo Júlio instale o Autocad, irei fazer um boneco para dizer a todos que tudo o que os Bombeiros têm (propriedade) passa a ser usufruto do Governo e não dos sócios ou das Associações.
Caso tenham interesse em perceber estas temáticas investiguem o que se passa em Espanha, França e Alemanha, por exemplo.
Abraço e saudações voluntárias
A.Perna
Nota: Para quando outras pessoas a escrever qualquer coisa sobre o tema em questão?
Sei que há quem leia mas ninguém escreve nada
Responder


Saltar Fórum:


Utilizadores a ver este tópico: 1 Visitante(s)