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Bullying
#1
Este mês, no espaço dedicado aos comportamentos de Segurança, o Bullying foi o tema escolhido, pelo Subchefe João Dias Supervisor do PIPP da 4ª Esquadra de Lisboa

O que é o Bullying? Ou o que é o assédio moral entre alunos?
O é uma violência cobarde, do mais forte contra o mais fraco na infância e na adolescência. Pelo que o modesto objectivo desta pequena crónica é dar a conhecer, de uma forma sintética, e como primeira abordagem a esta temática, o mundo do e dos recreios onde ele anda à solta.
O Bullying é definido por diversos autores como sendo a “violência continuada, física ou mental; por um indivíduo ou grupo, contra outro indivíduo que não é capaz de se defender por si só”. Outros autores definem-no como sendo “uma forma de agressão que ocorre nas escolas, através de um agressor (bully) sobre outro (vítima), através de repetido comportamento agressivo”. Pelo que pratica o aquele que pretende intimidar de forma continuada, explorando as fraquezas da vítima, de forma a dominá-la; sendo que esta violência pode ser: física ou verbal, emocional, racista ou sexual.
Resumindo o Bullying é um abuso de poder, de jovens contra jovens.
São intenções daquele que pratica o Bullying:


Agredir
Assediar
Desmoralizar
Desvalorizar
Depreciar
Hostilizar
Atormentar
Perseguir
Bater
Oprimir
Dominar
Vexar
Constranger
Injuriar
Intimidar
Provocar
Ameaçar
Ofender
Atormentar
Tiranizar
Abusar
Excluir
Ridicularizar
Fragilizar
Estigmatizar
Aterrorizar

E quais são as formas de o Bully atingir os seus objectivos?
Entre muitas outras que poderiam ser aqui elencadas, podem ser apontadas como exemplos: lançar / espalhar boatos; recusar socializar-se com a vítima; intimidar as pessoas que querem socializar-se com a vítima; criticar / gozar a forma de vestir ou outras (etnia, religião, incapacidades, etc.).
Os primeiros trabalhos sobre bullying nas escolas vieram dos países nórdicos, a partir dos anos 60, por Dan Olweus, na Noruega, e Heinz Leymann, na Suécia.
E quais são os caminhos para parar o bullying:
Promover a disciplina; criar boas práticas; estimular a tolerância e solidariedade; ensinar as bases da amizade; menos televisão, vídeo-jogos e actividades de computador; mais actividades enérgicas (desporto).
Em relação à vítima devemos ter atenção aos seus sinais de aviso, por forma a que seja possível uma rápida intervenção, pelo que importa observar se existe na vítima:
Um rápido desinteresse pela escola; uma mudança súbita no percurso casa - escola; piores resultados escolares; a vítima tem ainda tendência a afastar-se da família e das actividades escolares; sai zangado ou deprimido das aulas; por vezes rouba dinheiro em casa, normalmente para dar ao Bully; fica triste, deprimido, zangado ou apavorado quando recebe uma chamada ou um e-mail; apresenta ainda comportamentos desadequados à sua personalidade; rasga ou perde roupa; usa linguagem depreciativa quando fala dos colegas, deixa de falar das actividades diárias; tem marcas físicas e não as justifica de forma consciente e credível; tem indisposições (dores de cabeça, ataques de pânico, dificuldade em dormir ou dorme demais); está permanentemente exausto; brinca sozinho ou procura os adultos.
E qual é o motivo pelo qual a vítima não se queixa?
Porque, tem vergonha; sente medo de retaliações; acha que maus-tratos fazem parte do crescimento; acredita que os adultos não estão isentos de culpas, pois também humilham e maltratam; aprende que não se fazem denúncias.
Os “espectadores” são o 3.º grupo de protagonistas do “filme”; uma vez que funcionam como “claque de apoio”, incitando o bully, assistem passivos, encorajam ou são também agressores; pelo que o acaba por contagiar mesmo aqueles que nunca pensaram ter atitudes agressivas ou violentas.
Como podemos acabar com o ?
A maioria combatendo os actos cruéis de uma minoria; através da criação e do reforço de regras de convivência; através do aumento de vigilância dos adultos e jovens.
As 3 melhores defesas contra o Bullying são:
Auto-estima elevada; ter um bom amigo para partilhar os problemas e capacidade para pertencer a um grupo ou abandoná-lo quando esse grupo não corresponde aos seus ideais.
O que fazer para combater o bullying nas escolas?
Implementar política anti-bullying nas escolas, envolvendo professores, funcionários, alunos e pais; sensibilizar, informar, consciencializar, mobilizar toda a comunidade, e por fim RESPONSABILIZAR aquele que pratica o Bullying.
Devemos responsabilizar porque o BULLYING É CRIME E OS BULLIES SÃO CRIMINOSOS; uma vez que incorrem em crimes previstos no Código Penal tais como :
Ofensas à Integridade Física Simples/ Grave, Art.º 143.º e 145.º do CP; Injúrias / Difamação, Art.º 180.º/ 181 CP; Ameaças, Art.º 153.º CP; Homicídio simples / qualificado Art.º 131.º e 132.º CP; Coacção, 154.º CP.
No entanto os menores de 16 anos são inimputáveis, (Art.º 19º CP), o que não quer dizer que não sejam responsabilizados pelos seus comportamentos, uma vez que a prática de um facto qualificado como crime por um menor entre 12 e 16 anos de idade conduz à aplicação de uma medida tutelar educativa (Art.º 1.º da Lei Tutelar Educativa).
Pelo que aos Bullies podem ser aplicados os seguintes tipos de medidas tutelares educativas previstas no Art.º 4.º da LTE:
Admoestação; Privação do direito de conduzir ciclomotores ou privar de se habilitar a tal; Reparação ao ofendido; Realização de prestações económicas ou tarefas a favor da comunidade; Imposição de regras de conduta; Imposição de obrigações; e por fim as mais gravosas, Frequência de programas formativos; Acompanhamento educativo; e pode chegar ao Internamento em centro educativo, que pode ser em regime aberto, em regime semiaberto ou em regime fechado.
Resta concluir que o é uma violência cobarde, do mais forte contra o mais fraco na infância e na adolescência, com punição prevista na Lei e que cabe a todos nós o seu combate, porque pode provocar danos irreversíveis nas vítimas e nos próprios Bullies.
João Dias
AGT2008
Sou, com cordiais cumprimentos
Júlio Santos
Responder


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